Celso Rocha de Barros diz que “é possível que os assassinos do Jair consigam uma anistia com os ladrões do centrão, mas o barulho de quinta-feira, quando a PF indiciou Jair e cúmplices, era o som das instituições funcionando bonito“
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A Polícia Federal descobriu que, em 2022, bolsonaristas elaboraram um plano de assassinato contra Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes, liderado pelo general Mário Fernandes. O plano, que foi impresso no Palácio do Planalto, foi apresentado a Jair Bolsonaro.
Antes disso, ele havia mostrado a minuta do golpe aos chefes das Forças Armadas, e o plano incluía o recrutamento de seis assassinos que deveriam receber novos celulares. A polícia rastreou seis militares que seguiram Alexandre de Moraes com celulares recém-comprados, diz resumo da recapitulação feita pelo sociólogo Celso Rocha de Barros, na Folha de S. Paulo, sobre as notícias mais bombásticas dos últimos dias.
Segundo seu texto, “não foi só planejamento” e “a execução começou“, tendo sido “interrompida por motivos alheios à vontade dos criminosos“, quando “o atentado foi abortado na última hora porque uma sessão do STF foi suspensa“. Barros diz que “era tudo parte do mesmo movimento: Bolsonaro tentava convencer os chefes militares, os kids pretos planejavam os assassinatos, políticos bolsonaristas e acampados nas portas dos quartéis tentavam criar uma onda de apoio popular ao golpe“.
Sem apoio de ninguém, “para o golpe bolsonarista dar certo, teria que ser muito mais violento que o de 1964“, diz o sociólogo. “Alguém duvida que Jair “não sou coveiro” Bolsonaro teria coragem de ordenar um banho de sangue?“, questiona.
“Jango não resistiu ao golpe para evitar uma guerra civil”, mas “Jair tentou o golpe sabendo que começaria uma“. Além disso, “um coronel golpista citado pela PF diz claramente: “Vai dar uma guerra civil? Vai dar. Eu tenho certeza que vai dar”“.
Por conta de toda essa clareza, Celso Rocha Barros sugere: “de agora em diante, é isso: se você se aliar ao bolsonarismo, está se aliando aos bandidos que perderam a eleição e tentaram matar quem ganhou para dar início a uma guerra civil“.
E “quando você ler a manchete “Bolsonaro indicou vice de Nunes”, ouça “Quadrilha que tentou matar Lula e Alckmin para começar guerra civil indicou vice de Nunes““. E “quando você ler “Tarcísio defende Bolsonaro“, ouça “Tarcísio defende quadrilha de assassinos que perdeu eleição e tentou começar guerra civil”“, sugere o sociólogo.
Para Costa Barros, “essa era a briga de Elon Musk: permitir que essa gente toda pudesse continuar conspirando em público para matar brasileiros“. E o sociólogo conclui: “É sempre possível que os assassinos do Jair consigam uma anistia com os ladrões do centrão. Mas uma coisa é certa: esse barulho que você ouviu na quinta-feira, quando a Polícia Federal indiciou Jair e seus cúmplices, era o som das instituições funcionando. Funcionando bonito“.
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