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    Alcolumbre promulga Lei da Dosimetria e abre caminho para revisão de condenações do 8 de Janeiro

    Nova norma altera cálculo de penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito e flexibiliza progressão de regime, reacendendo discussões sobre equilíbrio entre punição e pacificação nacional

    Davi Alcolumbre e Jair Bolsonaro em 2019, e montagem com invasão dos Três Poderes em 2023

    Davi Alcolumbre e Jair Bolsonaro durante comemoração dos 200 dias de governo do então presidente |18.7.2019| Foto: Sérgio Lima / Poder360 | Montagem com imagem da invasão das sedes dos Três Poderes, em Brasília |8.1.2023| Foto: Cristiano Mariz/O Globo

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Brasília (DF)
    08 de maio de 2026

    O senador Davi Alcolumbre (União-AP), na condição de presidente do Congresso Nacional, promulgou a Lei da Dosimetria nesta sexta-feira (8/mai).

    A medida entrou em vigor imediatamente após publicação em edição extra do Diário Oficial da União.

    A promulgação ocorreu porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não sancionou o projeto dentro do prazo constitucional de 48 horas, iniciado após o Congresso derrubar o veto presidencial na semana anterior.

    Segundo a assessoria do Senado, compete ao presidente da Casa a promulgação quando o chefe do Executivo não o faz.

    A norma, originária do PL 2162/23, altera a Lei de Execução Penal e o Código Penal especificamente para crimes de tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito cometidos no contexto dos atos de 8 de Janeiro de 2023.

    Em vez de somar penas no concurso formal, aplica-se apenas a mais grave. Para participantes de atos em multidão sem liderança ou financiamento, a pena pode ser reduzida de um terço a dois terços.

    O percentual mínimo para progressão de regime cai para 16% (réus primários) ou 20% (reincidentes), e o tempo de estudo ou trabalho na prisão domiciliar passa a contar para remição.

    Durante a tramitação, Davi Alcolumbre retirou, em 30 de abril, trechos que colidiam com a Lei Antifacção (sancionada em março de 2026), preservando regras mais rigorosas para crimes hediondos e organizações criminosas.

    A Lei da Dosimetria lei pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses por liderar tentativa de golpe.

    Cálculos preliminares indicam redução significativa no tempo para progressão de regime.

    As defesas dos condenados já anunciaram pedidos de revisão ao STF.

    A dosimetria de penas coloca em evidência a tensão entre o Legislativo e o Judiciário na proteção da democracia.

    FAQ Rápido

    A Lei da Dosimetria é uma anistia disfarçada?
    Não. A norma não extingue condenações, apenas ajusta o cálculo de penas e a progressão de regime para casos específicos de crimes contra instituições democráticas.

    2: Quando os condenados do 8 de Janeiro poderão pedir redução de pena?
    Imediatamente após a publicação no Diário Oficial da União, as defesas poderão ingressar com pedidos de revisão no STF.

    O governo Lula pode contestar a lei?
    Sim. Aliados do Planalto já sinalizaram recurso ao Supremo Tribunal Federal questionando a constitucionalidade da medida.



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