Presidentes da Câmara e do Senado lideram ranking negativo de aprovação no relatório Latam Pulse, expondo crise de confiança no Legislativo brasileiro
RESUMO <<O senador Davi Alcolumbre (União-AP) e o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), presidentes do Senado e da Câmara, respectivamente, foram apontados como os políticos com maior rejeição no Brasil, segundo o relatório Latam Pulse, da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg. Com 75% e 74% de imagem negativa, respectivamente, eles superam até mesmo figuras polarizadas como Lula e Bolsonaro, evidenciando o desgaste do Congresso Nacional perante a opinião pública>>
Brasília, 09 de julho de 2025
O Congresso Nacional, coração do poder legislativo brasileiro, enfrenta uma crise de confiança, conforme mostra o relatório Latam Pulse, produzido pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg.
Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), são os políticos mais rejeitados entre 16 nomes avaliados.
Com 75% e 74% de imagem negativa, respectivamente, eles superam até mesmo figuras polarizadas como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (53%) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (51%).
Mas o que explica tamanha impopularidade?
A pesquisa, realizada entre 27 e 30 de junho com 2.621 entrevistados, aponta um cenário de desconfiança generalizada no Legislativo. Apenas 2% dos brasileiros dizem ter “muita confiança” no Congresso, enquanto 63% afirmam não ter nenhuma.
Para Andrei Roman, CEO da AtlasIntel, a alta rejeição de Alcolumbre e Motta se deve à falta de identificação clara com um espectro político definido. “Eles são órfãos nesse sentido“, explica Roman, conforme mostrou o UOL.
Diferentemente de políticos associados à esquerda ou à direita, que contam com bases fiéis, os líderes do Centrão não têm um eleitorado programático que os sustente, ficando expostos à percepção negativa generalizada sobre a política.
Alcolumbre, que já presidiu o Senado entre 2019 e 2021, é criticado por sua postura pragmática, que transita entre governo e oposição.
Sua defesa da exploração de petróleo na margem equatorial, polêmica entre ambientalistas, e denúncias de envolvimento de sua família com grilagem de terras públicas, conforme revelado pelo Intercept, reforçam a má imagem.
Já Motta, o mais jovem presidente da Câmara aos 35 anos, carrega o peso de ser aliado de Arthur Lira e de Eduardo Cunha, figuras associadas a práticas políticas controversas.
Sua atuação na derrubada do decreto do IOF em junho de 2025, que gerou atritos com o governo Lula, também ampliou sua exposição negativa nas redes sociais, com 1,08 milhão de menções em duas semanas, contra apenas 212 mil de Alcolumbre, segundo a consultoria Bites citada pela Folha de S. Paulo.
A rejeição não surpreende quem acompanha o cenário político nas redes sociais, onde a insatisfação popular é evidenciada, com termos ofensivos à dupla.
Apesar disso, ambos conseguiram construir amplas alianças para se elegerem em fevereiro de 2025, unindo PT, PL e outros partidos do Centrão, mas essa habilidade de costurar acordos não se traduz em apoio popular.
Paulo Henrique Cassimiro, doutor em Ciência Política pela UERJ, explica que Motta segue o perfil de líderes como Lira e Rodrigo Maia: articulação interna forte, mas baixa popularidade externa, conforme mostrou o portal Carta Capital.
O impacto dessa rejeição vai além dos números. Com o governo Lula avaliado negativamente por 51,2% dos entrevistados, segundo a mesma pesquisa, a dificuldade de aprovar pautas no Congresso deve persistir.
Alcolumbre e Motta, apesar de prometerem diálogo com o Planalto, enfrentam resistências em temas como regulação das redes sociais e emendas parlamentares, alvos de embates com o STF.
A dupla também diverge em questões como as sobras eleitorais, com Motta recorrendo contra uma decisão do Supremo que beneficia aliados de Alcolumbre no Amapá.









Então de repente estes entrevitados que se põe contra o governo federal e seu Presidente Lula, provavelmente sejam pessoas ricas, empresários, que não aceitam pagar impostos. Pois já estão acostumados a ver o trabalhador assalariado,pagar impostos até pra respirar. Um Iate de dois milhões de dólares, não paga impostos no Brasil,um seltar, carro popular pág, mais que deveria pagar.. tenho um, 800,00 de IPVA. Isso não é justo?
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