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Alcolumbre e Motta alinham Congresso com Lula e isolam Bolsonaro após reunião pró-soberania com Alckmin e Gleisi

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    O presidente
    O presidente da Câmara, Hugo Motta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre | Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil


    Parlamentares unem forças com Executivo para proteger economia brasileira contra tarifas de Trump



    Brasília, 16 de julho de 2025

    Os presidentes do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declararam nesta quarta-feira (16/jul), durante reunião com o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin e a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, a defesa da soberania brasileira em resposta às tarifas de 50% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros.

    Alcolumbre e Motta alinharam o Congresso Nacional ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), destacando que a reação às medidas americanas deve ser liderada pelo Executivo, com o apoio do Legislativo, e reforçaram a importância da Lei da Reciprocidade Econômica para proteger a economia e os empregos no Brasil.

    A crise diplomática teve início em 9 de julho de 2025, quando Trump anunciou as tarifas, justificando-as como retaliação ao julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta participação em atos golpistas e alegados ataques à liberdade de expressão.

    A medida, detalhada em uma carta ao governo brasileiro, pode impactar severamente a economia, considerando que 12% das exportações brasileiras têm os EUA como destino, aumentando temores de inflação e perdas no comércio exterior.

    A nota conjunta de Motta e Alcolumbre, emitida em 10 de julho, evitou menções diretas a Bolsonaro, reforçando seu isolamento político, já que aliados do ex-presidente, como o deputado Sanderson (PL-RS), admitem o desgaste causado pela associação de Bolsonaro à crise.

    O governo Lula respondeu à carta de Trump, rebatendo a narrativa de déficit comercial dos EUA com o Brasil e afirmando a independência da Justiça brasileira.

    Em evento no Espírito Santo em 11 de julho, Lula usou um boné com a frase “o Brasil é dos brasileiros” e criticou Bolsonaro, chamando-o de “coisa covarde” por supostamente incentivar as tarifas americanas.

    A postura de Lula, respaldada por Motta e Alcolumbre, fortalece a narrativa de unidade nacional.

    A reunião com Alckmin e Hoffmann consolidou o alinhamento do Congresso com o Executivo, com os líderes parlamentares enfatizando, segundo a Folha de S. Paulo, que a resposta às tarifas deve ser coordenada pelo governo, mas com total apoio legislativo.

    A esquerda, incluindo figuras como Guilherme Boulos (PSOL-SP), apelidou as tarifas de “taxa Bolsonaro”, vinculando-as à subserviência do ex-presidente aos interesses americanos.

    Boulos usou as redes sociais para publicar montagens contrastando Bolsonaro com o boné “Make America Great Again” e Lula com mensagens nacionalistas, enquanto o PT planeja campanhas para reforçar a imagem de Lula como defensor da soberania, atraindo setores do empresariado.

    Parlamentares como Talíria Petrone (PSOL-RJ) também defenderam o agronegócio, impactado pelas tarifas, ampliando a coalizão contra a medida de Trump.

    Aliados de Bolsonaro, por sua vez, tentam culpar a diplomacia de Lula, apontando suposto alinhamento com países como China e Venezuela. No entanto, a estratégia enfrenta dificuldades, já que o governo tem conseguido emplacar o discurso de soberania.

    O alinhamento de Motta e Alcolumbre com Lula reforça a marginalização do bolsonarismo, especialmente após eventos como o ato na Avenida Paulista em abril de 2025, que não avançou pautas como a anistia aos presos do 8 de janeiro.

    A crise expõe tensões entre os Poderes e a complexidade das relações internacionais, com Lula buscando diálogo com os EUA, mas sinalizando reciprocidade caso as negociações falhem.

    A postura inicial de cautela de Alcolumbre e Motta, que silenciaram logo após o anúncio das tarifas, foi superada pela pressão de parlamentares e pela necessidade de uma resposta unificada.

    A reunião com Alckmin e Hoffmann marcou a consolidação do Congresso como aliado do governo na defesa dos interesses nacionais, enquanto o isolamento de Bolsonaro evidencia sua perda de capital político.

    A crise, com potencial de agravar a inflação e o comércio exterior, destaca a importância da unidade entre Executivo e Legislativo para enfrentar os desafios impostos pelas tarifas de Trump.



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