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‘Inimigo do Povo’: Alcolumbre diz que Polícia Legislativa investiga quem subiu termo contra Congresso (vídeo)

    Presidente do Senado acusa governo de campanha difamatória em meio contrariedade com decisão limitante de Gilmar Mendes sobre impeachment de ministros do STF e o impasse na sabatina de Jorge Messias

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    Davi Alcolumbre
    Davi Alcolumbre durante sessão no Senado Federal |3.12.2025| Imagem reprodução/TV Senado

    Brasília, 05 de dezembro 2025

    O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), elevou o tom contra o que descreve como “uma orquestração de ataques vindos de setores do governo federal”.

    O estopim de sua fúria foi a decisão monocrática do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que limitou pedidos de impeachment de magistrados à Procuradoria-Geral da República (PGR), esvaziando o papel legislativo.

    A manifestação, proferida em Brasília na quarta-feira (3/dez), reflete um padrão de atritos entre Executivo e Legislativo que ameaça a governabilidade, agora acentuado pela ofensiva do Judiciário sobre as prerrogativas do Senado.

    Alcolumbre não poupou palavras ao rebater narrativas que pintam o Congresso como antagonista da população.

    “É justo o Congresso brasileiro ser tratado e patrocinado por autoridades do Brasil como um congresso inimigo do povo?”, questionou o senador.

    Ele defendeu o papel do Legislativo como pilar de estabilidade, citando contribuições recentes que, segundo ele, preservaram a capacidade de “existirmos enquanto estado da federação” diante de crises econômicas e políticas.

    “Isso representa uma grave ofensa à separação dos Poderes”, disparou o presidente, prometendo ações legislativas para coibir decisões monocráticas e reforçar crimes de responsabilidade para ministros.

    Alcolumbre vê na blindagem dos magistrados uma ameaça direta à autonomia do Senado e ao equilíbrio institucional.

    O contexto do impasse sobre a indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, para uma vaga no STF, também palco onde essa tensão se manifesta.

    Alcolumbre defende que o rito constitucional de indicações ao STF — um “ato jurídico administrativo complexo” que envolve sabatina na CCJ e votação no plenário — não pode ser atropelado por barganhas de cargos ou emendas, prática que ele rotula como “ajuste de interesse fisiológico”.

    Fontes do Palácio do Planalto admitem dificuldades para Messias conquistar os 41 votos necessários, em um cenário onde Alcolumbre e aliados preferiam o nome de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado, visto como mais alinhado aos interesses da Casa.

    Essa crise se entrelaça com o histórico de embates recentes do Congresso. No governo Jair Bolsonaro (PL), disputas sobre emendas parlamentares e o Orçamento da União marcaram confrontos semelhantes.

    Já no atual mandato de Lula, atritos se intensificaram com a derrubada de vetos presidenciais ao licenciamento ambiental em novembro e a aprovação da PEC da Transição em 2022, agora usada por Alcolumbre como trunfo moral.

    O cientista político Leonardo Barreto, da consultoria Think Policy, vê nessa resistência uma estratégia de poder: o Senado teme uma maioria no STF que ameace suas conquistas recentes, como controle orçamentário, em um cenário de fragmentação política.

    Enquanto o Planalto busca esfriar o clima — com a ministra Gleisi Hoffmann (PT), da Secretaria de Relações Institucionais, reafirmando respeito ao Senado —, Alcolumbre insiste na defesa irrestrita das prerrogativas constitucionais. “Não faltará coragem para fazer o que for necessário para proteger o Legislativo”, declarou.




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    3 comentários em “‘Inimigo do Povo’: Alcolumbre diz que Polícia Legislativa investiga quem subiu termo contra Congresso (vídeo)”

    1. GILBERTO APARECIDO DAMIANO

      Neste Alcoolumbre não se pode fiar… fisiologismo está no seu DNA!

    2. Edina de Melo Horta

      Não se trata de campanha governamental, mas sim um movimento popular contra um Congresso que não respeita o povo nem o orçamento público . Este Congresso é o pior da história do Brasil e é um inimigo do povo , que ele não respeita e de quem retira dinheiro criminosamente e em benefício próprio ! Fora Alcolumbre, Mota , Lira e toda esta escumalha inútil e bandida !

    Os comentários estão fechados.

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