Alckmin está prestes a aceitar ser vice de LULA, tirar o bico de tucano e virar progressista

04/12/2021 0 Por Redação Urbs Magna
Alckmin está prestes a aceitar ser vice de LULA, tirar o bico de tucano e virar progressista

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, em foto de Sérgio Lima, para o Poder360, no ano de 2017


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

Enquanto espera a decisão do ex-governador de São Paulo, o ex-presidente vai criando espaço para uma aliança com o PSD

Geraldo Alckmin (PSDB-SP) terá que deixar o tucanato para realizar um dos mais audaciosos movimentos de sua história política.

Caso Geraldo Alckmin (PSDB-SP) decida ser vice de LULAO ex-governador de São Paulo irá se desfiliar de seu tradicional partido neloliberal, o PSDB – que fundou em 1988, junto com Franco Montoro, José Serra, Bresser Pereira, Fernando Henrique Cardoso, Mário Covas, dentre outros, para, possivelmente, se filiar a um partido progressista.

Se Alckmin optar pela costura com LULA, a filiação ao PSB é o caminho mais provável. Mas, nesta sexta-feira (03/12), alas do PSD distribuíram um panfleto no WhatsApp em defesa da candidatura de Alckmin ao governo de São Paulo“, diz Guilherme Amado, no Metrópoles.

O colunista diz que o tucano “está mais propenso a aceitar a vice na chapa presidencial de LULA do que a ser candidato ao governo de São Paulo“.

“Em conversas com amigos, Alckmin tem ensaiado um discurso em que cita parcerias que a chanceler alemã, Angela Merkel, e que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso firmaram com adversários políticos. E faz um alerta para a situação de risco que vive os Estados Unidos”, escreve Amado.

O acordo que permitiu a eleição do social-democrata Olaf Scholz como substituto de Merkel na Alemanha, já havia sido citado por Alckmin.

O tucano passou a incluir FHC em seu discurso, ao afirmar que ele procurou políticos que estiveram ao lado da ditadura para unificar o país em seu governo, como José Sarney, Marco Maciel, Antonio Carlos Magalhães e Jorge Bornhausen.

Alckmin acha que sua a decisão não será benéfica politicamente para ele, uma vez que afastará parcela importante do seu eleitorado nas classes média e alta de São Paulo, mas que terá um peso importante para o futuro do país, dizem aliados.

Enquanto espera que Alckmin decida se aceita ser candidato a vice em sua chapa e a qual partido vai se filiar, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai criando espaço para uma aliança com o PSD, conforme noticiou o Globo.

Na sexta-feira, Lula se reuniu em São Paulo com Adalclever Lopes, ex-deputado estadual mineiro que vai coordenar a campanha do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), para o governo de Minas Gerais – segundo maior colégio eleitoral do país, atrás somente de São Paulo. 

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