O Banco Central está preocupado com a alta do dólar e o impacto do aumento dos gastos públicos na inflação, considerando a possibilidade de elevar a taxa de juros para controlá-la
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, questionou a alta taxa de juros reais no Brasil, destacando os sólidos fundamentos econômicos do país e a expectativa de redução das taxas de juros, o que deverá impulsionar o crescimento econômico.
Alckmin ressaltou a importância do ajuste fiscal e expressou otimismo em relação ao cumprimento da política fiscal, enfatizando que a elevada taxa de juros prejudica o país.
No mês passado, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic, os juros básicos da economia, em 10,5% ao ano.
Em seu discurso, o presidente em exercício destacou a importância da indústria do aço, ressaltando a implementação da Nova Indústria Brasil durante o governo Lula. Ele enfatizou a disponibilidade das Letras de Crédito do Desenvolvimento, que visam reduzir o custo do crédito para as indústrias, e mencionou os investimentos no Programa Mover para a descarbonização da indústria.
Além disso, foram apresentados dados sobre a produção brasileira de aço bruto, indicando um crescimento no primeiro semestre de 2024 em comparação com o ano anterior.
Mas o Banco Central está preocupado com a alta do dólar e o impacto do aumento dos gastos públicos na inflação, considerando a possibilidade de elevar a taxa de juros para controlar a inflação, enquanto mantém cautela e acompanha de perto os condicionantes inflacionários.
O Comitê de Política Monetária optou por manter a Selic em 10,5% ao ano, mas reforçou que não hesitará em aumentar a taxa de juros, se necessário. As decisões do Copom impactam o custo do crédito, a produção, o consumo e o controle da inflação. A próxima reunião está marcada para 17 e 18 de setembro.
Em junho, a inflação no Brasil foi de 0,21%, influenciada pelo grupo de alimentação e bebidas. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula 4,23% em 12 meses, ainda acima da meta estabelecida pelo Banco Central.
As expectativas do mercado para a inflação de 2024 e 2025 estão em torno de 4,1% e 4%, respectivamente, e para março de 2026, a projeção está acima da meta estabelecida no sistema de meta contínuo que entrará em vigor em 2025. As projeções de inflação para o primeiro trimestre de 2026 variam de 3,2% a 3,4%, dependendo do cenário econômico. A inflação de julho será divulgada em breve.
De acordo com o BC, a última reunião do Copom abordou a influência de variáveis como expectativas de inflação e taxa de câmbio, destacando a importância da ancoragem das expectativas de inflação e a necessidade de uma política fiscal crível. O comitê também ressaltou que a política monetária não está vinculada mecanicamente à política norte-americana ou à taxa de câmbio, mas sim aos mecanismos de transmissão da conjuntura externa sobre a inflação interna, e adotou uma postura de maior cautela diante do cenário global incerto e movimentos cambiais abruptos.
O Banco Central utilizou a taxa Selic para controlar a inflação, aumentando-a por 12 vezes consecutivas de março de 2021 a agosto de 2022, seguido por um período de estabilidade por um ano. Depois, a taxa foi reduzida em sete ocasiões de agosto de 2023 a maio de 2024, após ter sido reduzida para 2% ao ano no início do ciclo de alta em março de 2021, em resposta à pandemia de covid-19.

Enquanto o presidente for o atual sujeito funcionário do centrão e da extrema direita o país estará sujeito as canalhices .
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