Jorge Messias diz que “a população de Minas Gerais e do Espírito Santo não pode mais esperar. O meio ambiente, tão danificado por este terrível desastre, não pode mais esperar”
“A população de Minas Gerais e do Espírito Santo não pode mais esperar. O meio ambiente, tão danificado por este terrível desastre, não pode mais esperar. O Estado brasileiro precisa ser capaz de oferecer uma resposta satisfatória de uma vez por todas, e essa resposta é a reparação socioeconômica de todos atingidos e a devida recuperação ambiental da Bacia do Rio Doce. E nada mais justo que os responsáveis pelo rompimento da barragem paguem pelas medidas que vão garantir essa reparação”, afirmou o ministro Jorge Messias, conforme transcrição no ‘g1‘.
A Advocacia-Geral da União pediu nesta terça-feira (7/5) que a Justiça Federal de Belo Horizonte determine que mineradoras responsáveis pelo rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (MG), a Samarco, a Vale S.A. e BHP, paguem R$ 79,6 bilhões em 15 dias, por danos morais.
Segundo o ministro o dinheiro é necessário para garantir medidas de reparação nas áreas atingidas pelo rompimento da barragem. A União pede que, caso o montante não seja depositado em juízo, a Justiça bloqueie ativos financeiros das empresas, entre outras medidas.
Para o governo, nove anos depois do maior desastre ambiental da história do setor de mineração, as empresas ainda não foram responsabilizadas e não garantiram a devida reparação da tragédia, sendo que “já é hora do Estado e da sociedade brasileira receberem uma resposta concreta”.
União e governo do ES rejeitaram um acordo de R$ 127 bilhões para reparar danos do rompimento de barragem em Mariana. Jorge Messias afirmou que é urgente a reparação tanto ao meio ambiente quanto às pessoas afetadas. Na semana passada, a AGU e o Estado do Espírito Santo informaram à Justiça Federal que rejeitaram a proposta de um novo acordo de reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana.
A oferta das mineradoras para reparação dos danos causados pelo desastre em Mariana não foi considerada um avanço pela União e governo do Espírito Santo. As empresas propuseram R$ 127 bilhões em reparação, com parte em dinheiro e obrigações de fazer, mas as negociações ainda não resultaram em consenso sobre os valores e medidas de reparação.
O rompimento da barragem de Fundão em 2015 causou a morte de 19 pessoas e resultou no maior desastre ambiental da história do Brasil, afetando diretamente 49 municípios.
