“Causa horror o fato de que notórios agressores de mulheres e até feminicidas, queiram ser candidatos nas eleições“, escreve a deputada, que compartilha três fotos
Brasília (DF) · 09 de março de 2026
A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) usou suas redes sociais nesta segunda-feira (9/mar) para denunciar uma realidade que, segundo ela, causa horror: notórios agressores de mulheres e até feminicidas, com casos amplamente divulgados na imprensa, pretendem disputar cargos nas eleições de 2026.
Em publicação no X, a parlamentar compartilhou uma imagem de impacto com três homens, sobreposta à frase em destaque “AGRESSOR NÃO PODE SER CANDIDATO!”.
Abaixo, o texto reforça: “Sâmia é coautora do PLP 255/25, que quer impedir que agressores de mulheres sejam candidatos políticos”.
No texto que acompanha a foto, Sâmia Bomfim afirma: “Causa horror o fato de que notórios agressores de mulheres e até feminicidas, inclusive de casos amplamente divulgados na imprensa, queiram ser candidatos nas eleições. […] É por isso que sou coautora do PLP 255/25, de autoria da @fernandapsol. Com ele, queremos que condenações pela Lei Maria da Penha entrem na lista de critérios de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa, vedando assim a possibilidade de agressores serem candidatos.”
A proposta, assinada também pela deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS), altera a Lei Complementar 135/2010 (Lei da Ficha Limpa) para incluir condenações por violência doméstica e familiar como impedimento ao registro de candidatura.
O objetivo é impedir que condenados pela Lei Maria da Penha “limpem a barra” ou se blindem com mandatos eletivos.
O alerta de Sâmia Bomfim chega em um momento crítico. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 1.518 feminicídios em 2025 — número recorde que superou os 1.458 casos de 2024.
Mais de 80% dos autores eram companheiros ou ex-companheiros das vítimas.
O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, relançado pelo governo federal em fevereiro de 2026, busca acelerar medidas protetivas e responsabilizar agressores com mais rapidez.
Especialistas apontam que a impunidade e a presença de condenados na política agravam o problema.
Dados do Monitor de Violência Política contra Mulheres revelam que 60% dos agressores em casos de violência política ocupam cargos públicos.
A deputada argumenta que o PLP 255/25 é essencial para romper esse ciclo: mais mulheres na política e mais financiamento para políticas de enfrentamento à violência de gênero.
A imagem postada por Sâmia Bomfim serve exatamente para ilustrar esse alerta e mostra alguns dos “notórios agressores de mulheres” mencionados no texto — indivíduos que, segundo a deputada, simbolizam os casos que não podem mais ser tolerados em disputas eleitorais.
Veja quem são eles:

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