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Filha do ministro Fachin é agredida com cusparada na cara e chamada de “lixo comunista”, na UFPR

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    MELINA FACHIN
    MELINA FACHIN, advogada e diretora do Setor de Ciências Jurídicas da UFPR / Foto reprodução/Jornal Plural Curitiba | Ao fundo, o ministro Edson Fachin em Sessão plenária do STF / Foto: Ton Molina/STF


    Incidente de intolerância política marca ambiente universitário em Curitiba e levanta debate sobre limites da dissidência ideológica



    Brasília, 15 de setembro de 2025

    Um grave episódio de violência física e verbal chocou a Universidade Federal do Paraná (UFPR) no último domingo (14/set), quando Melina Girardi Fachin, professora e diretora do Setor de Ciências Jurídicas, foi agredida por um homem identificado como apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    O agressor, cuja identidade ainda não foi oficialmente divulgada, cuspiu na vítima e a insultou, chamando-a de lixo comunista, em um ato que abalou a comunidade acadêmica.

    O incidente aconteceu por volta das 14h, nos corredores do prédio histórico da faculdade de Direito, no centro de Curitiba, segundo o jornal local Plural, durante uma discussão acalorada sobre a recente controvérsia envolvendo uma palestra cancelada na instituição.

    O homem, descrito como um ex-aluno conservador, abordou Melina Fachin após avistá-la em uma reunião administrativa.

    Testemunhas relataram que ele proferiu ofensas ideológicas antes de cuspir, sendo contido por colegas que intervieram.

    A diretora, reconhecida por sua atuação em direitos humanos e constitucionalismo feminista, não sofreu ferimentos graves, mas registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil do Paraná por injúria e lesão leve.

    O caso ocorre em meio a um cenário de polarização na UFPR, intensificado após um evento polêmico na semana passada com palestrantes bolsonaristas, como o advogado Jeffrey Chiquini e o vereador Guilherme Kilter (NOVO), que foi impedido de entrar no prédio por manifestantes contrários.

    A instituição emitiu nota oficial atribuindo distúrbios aos convidados, o que levou Kilter a mover uma interpelação judicial contra o reitor Marcos Sfair Sunyé e Melina Fachin, alegando difamação e omissão na segurança.

    Segundo o vereador, a narrativa da universidade desconsidera bloqueios ilegais por opositores e falhas institucionais.

    A ação legal de Kilter foi protocolada na sexta-feira (12/set), apontando que a nota da UFPR criou uma narrativa ofensiva contra os palestrantes, ignorando riscos previamente alertados.

    A Polícia Militar do Paraná foi acionada ao local, mas não realizou prisão em flagrante, aguardando análise de um vídeo de segurança que circula online.

    Especialistas em direitos humanos, como colegas de Melina Fachin na pós-graduação da UFPR, condenaram o ato como um exemplo de intolerância política que ameaça o ambiente acadêmico.

    A vítima relatou sentir desespero e medo de circular pelo campus, ecoando casos semelhantes de agressões ideológicas em universidades federais.

    O episódio reacende discussões sobre segurança em espaços educacionais e os limites da dissidência em um contexto de eleições municipais.

    A direção da UFPR anunciou reforço em protocolos de proteção a docentes, enquanto movimentos estudantis de esquerda e direita intensificam o debate nas redes.

    Até o momento, o agressor não se manifestou, e as investigações seguem em andamento.



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