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Homem que agrediu menino e levou muita porrada de outros pais em festa junina de escola justifica ato (vídeo)

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    Depois do caso parar na polícia, advogada diz que o garoto agredido estava machucando e intimidando o filho do agressor há tempos, sem intervenção da escola ou dos responsáveis – imagens mostram comportamento – SAIBA MAIS

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    Brasília, 17 de junho de 2025

    As imagens de uma agressão inacreditável de um homem de 41 anos contra um menino, ocorrida em uma festa junina de uma escola particular no Distrito Federal, viralizaram nas redes sociais.

    Durante uma apresentação de crianças na faixa de três a quatro anos de idade, um dos pais de alunos subiu no palco e pegou pelo pescoço um garoto, jogando-o no chão.

    Ao tentar descer, o homem acabou sendo empurrado violentamente por outro que se revoltou com a cena. Na sequência, a porrada comeu solta.

    De acordo com agências locais, ele também teria agredido uma policial na delegacia, mas a informação é duvidável.

    Segundo outras fontes, o agressor do menino afirmou que a criança tem histórico de implicância com seu filho. O homem foi liberado para responder em liberdade.

    O noticiário tratou o caso com indignação, rotulando o agressor como pessoa covarde.

    Após a repercussão do caso, uma advogada apareceu nas redes sociais se dizendo a defensora do agressor. Segundo ela, o homem se disse arrependido, mas reiterou que providências contra o menino mal-educado deveriam ser tomadas pela instituição de ensino e por seus pais, o que não teria ocorrido de nenhuma das partes.

    A advogada leu um texto que teria sido escrito pelo homem, que apesar do pedido de desculpas, insistiu sobre a negligência da escola sobre os comportamentos violentos de alunos.

    Defendendo Douglas Parisio, Marleide Anatolia Pereira da Silva afirmou que ele a procurou para publicar e divulgar a sua manifestação oficial em relação ao caso de agressão que aconteceu no domingo (15/jun) em Vicente Pires, uma região administrativa do Distrito Federal em Taguatinga..

    O texto dia que o filho de Douglas tem sofrido bullying e agressões na escola, com a omissão da instituição de ensino em agir. E que em um episódio grave, Douglas presenciou a agressão, onde o colega feriu seu filho sem intervenção dos responsáveis.

    Na escola, diante da situação, Douglas reagiu de forma extrema, disse Marleide, reconhecendo sua falha, mas ressaltando a dor de um pai que vê seu filho ser maltratado.

    Segundo a advogada, ele está disposto a colaborar com as autoridades e pede desculpas à criança e à família afetada, alertando para a responsabilidade das escolas em lidar com a violência.

    Leia a íntegra do texto de Marleide Anatolia Pereira da Silva:

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    “Desde o início do ano letivo, o filho do senhor Douglas tem sido alvo de constantes episódios de bullying e agressões físicas dentro do ambiente escolar, praticadas reiteradamente pelo colega. Por diversas vezes, a família buscou o amparo da instituição de ensino, notificando o corpo docente, solicitando providências imediatas.

    Contudo, encontraram uma postura de omissão, silenciamento e conivência, o que contribuiu para a perpetuação das agressões. No episódio divulgado, o senhor Douglas presenciou com os próprios olhos a agressão praticada contra seu filho.

    Ocorrida diante de todos em pleno palco, a situação se agravou ainda mais quando o menino, o colega, além das agressões recorrentes, enfiou deliberadamente o dedo no olho do seu filho, sem qualquer interferência, contenção ou ação por parte dos responsáveis pela segurança ou direção da instituição.

    Diante dessa cena de violência e da total ausência da atuação da escola, o senhor Douglas foi tomado por uma reação emocional extrema. Errou. Ele não nega a falha na forma como reagiu. Tampouco deseja se esquivar de suas responsabilidades profundamente triste e envergonhado.

    No entanto, é preciso compreender o contexto de um pai que vê seu filho por meses ser agredido e humilhado, sem qualquer respaldo institucional e que em desespero age movido pela urgência de proteger o que tem de mais precioso.

    Reiteramos que o senhor Douglas está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos que se fizerem necessários e que esse episódio será enfrentado com a seriedade que merece, respeitando os trâmites legais e as pessoas envolvidas.

    Por fim, à sociedade, aos envolvidos, e especialmente à criança e à família afetada por sua conduta, o senhor Douglas Parísio apresenta as suas mais sinceras desculpas.

    Que este lamentável episódio sirva de alerta para a urgente responsabilidade que instituições de ensino em prevenir, combater e acolher situações de violência entre as crianças”.

    Marleide Anatolia Pereira da Silva disse que entrou em contato também com a escola, que ainda não se manifestou.

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