Deputada é alvo de representação do PL após suposto empurrão; parlamentar do PT nega a ação, e imagens virais oferecem nova perspectiva do incidente
Brasília, 09 de agosto de 2025
A Câmara dos Deputados em Brasília foi palco de um incidente que gerou forte repercussão política e mediática.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) acusou sua homóloga Camila Jara (PT-MS) de agressão física, alegando ter sido empurrado durante um momento de tumulto no plenário.
O episódio, que culminou com o parlamentar caindo ao chão, levou o Partido Liberal (PL) a entrar com uma representação formal contra a deputada, pedindo providências à Câmara e à Mesa Diretora por quebra de decoro parlamentar.
Em sua defesa, a deputada Camila Jara negou veementemente a acusação de agressão. Ela afirmou que o movimento que causou a queda de Nikolas Ferreira foi uma reação instintiva ao ser apertada e empurrada pela multidão que se formou no local, descartando qualquer intenção de violência.
Após o ocorrido, a parlamentar sul-mato-grossense relatou ter sido alvo de hostilidade e ataques nas redes sociais, com internautas e perfis políticos a atacando diretamente.
O deputado federal Alencar Santana (PT-SP) postou um vídeo viral nas redes sociais que oferece uma perspectiva alternativa ao que foi inicialmente narrado.
A gravação, que também foi objeto de uma matéria no ICL Notícias onde foi descrita como “bem-humorada“, sugere que a queda de Nikolas Ferreira pode não ter sido consequência de uma agressão, mas sim de um tropeço, o que colocaria em xeque a versão apresentada pelo deputado do PL.
Alencar Santana afirma que sua correligionária está em apuros: “Camila está recebendo ameaças de m0rt3 dos seguidores do Nikolas e da familícia Bolsonaro“, escreveu o deputado após argumentar que, no vídeo, o bolsonarista diz “tenta tirar eu daqui, então“, referindo-se ao “mitômano” que já “estava na mesa da Câmara, antes de cair e acusar de agressão a deputada“.
Segundo Alencar Santana, que analisou as imagens do vídeo, Camila Jara “foi empurrada várias vezes pelo Nikolas e outros truculentos da extrema direita“, detalhando que sua correligionária “tem 1,60m e 49 quilos. E acabou de fazer uma cirurgia no ombro direito para tratar um câncer. E esse deputado, conhecido por ser o mais mentiroso entre os mentirosos da extrema direita, a acusou de agressão“.
Santana diz que “esse vídeo desmonta essa farsa e ainda mostra o “ânimo” dele [Nikolas Ferreira] para não sair do lugar onde estava”.
“Tenta tirar eu daqui, então”. É o que o mitômano @nikolas_dm disse quando estava na mesa da Câmara, antes de cair e acusar de agressão a deputada @camilajarams – que foi EMPURRADA várias vezes pelo Nikolas e outros truculentos da extrema direita. Detalhe: ela tem 1,60m e 49… pic.twitter.com/sOHldvxCmb
— Dep. Alencar Santana (@AlencarBraga13) August 9, 2025
A deputada Jara reforça que a queda não foi resultado de uma ação proposital de sua parte e, diante do imbróglio, a política de Brasília continua a reagir.
A representação movida pelo PL motivou uma forte resposta do Partido dos Trabalhadores (PT), que defendeu Camila Jara e questionou a decisão de levar o caso adiante.
Camila Jara também teve o nome encaminhado para a Corregedoria Parlamentar por Hugo Motta, junto com outros denunciados, participantes do protesto que obstruiu o plenário por cerca de 30 horas.
Ao todo, pelos menos 14 congressistas poderão ter seus mandatos suspensos por até seis meses, entre eles, Marcel Van Hattem (Novo-RS), Marcos Pollon (PL-MS), Paulo Bilynskyj (PL-SP), Júlia Zanatta (PL-SC) e Zé Trovão (PL-SC), que foram denunciados por PT, PSB e PSOL.
A deputada petista, denunciada pelo PL por supostamente ter empurrado o “colega“, não consta na listagem por não ser representada por obstruir.








