Os partidos tinham até as 23h59 desta segunda-feira (22/4) para recorrer contra a decisão do TRE-PR e o fizeram. Agora, uma nova marcha para o impedimento eleitoral do senador foi iniciada
O PL e a federação do PT formada com PCdoB e PV entraram em separado com recursos no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pela cassação do mandato do senador Sergio Moro (União Brasil-PR), contra a decisão do TRE–PR (Tribunal Regional Eleitoral) do Paraná, que o absolveu dos crimes de abuso de poder econômico, caixa 2 eleitoral e uso indevido dos meios de comunicação na pré-campanha de 2022.
Os partidos tinham até as 23h59 desta segunda-feira (22/4) para recorrer contra a decisão da Corte localizada na capital paranaense.
A motivação do processo do PL, por exemplo, é o desequilíbrio da disputa ao Senado no Paraná por gastos que consideram excessivos durante a pré-campanha. Mas para a maioria dos desembargadores do Estado da Região Sul do Brasil não ficaram comprovadas as supostas irregularidades apontadas.
O partido comandado por Valdemar Costa Neto argumentou à Corte máxima de Justiça Eleitoral do Brasil, em ação assinada pelos advogados Bruno Cristaldi, Guilherme Ruiz Neto, Marcelo Delmanto Bouchabki e Nathália Ortega da Silva, que “demonstrou cabalmente que os investigados foram excessivamente favorecidos pelo derrame de recursos financeiros em fase prematura do calendário eleitoral”.
Já os advogados Luiz Eduardo Peccinin, Dylliardi Alessi, Priscilla Conti Bartolomeu, Jeancarlo de Oliveira Coletti, Ângelo Longo Ferraro, Miguel Filipi Pimentel Novaes, Sthefani Lara dos Reis Rocha e Gean Carlos Ferreira de Aguiar, da federação do partido do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, argumentaram ao TSE que “os demais pré-candidatos ao Senado do Paraná não dispuseram do voluptuoso recurso disponível” à campanha de Moro.
“Nem mesmo tiveram à sua disposição uma estrutura de pessoal e de marketing digital inaugurada oito meses antes do período eleitoral em um ‘projeto nacional’ posteriormente empregado no Paraná. Como dito inicialmente, trata-se de um exemplo ‘acadêmico’ de abuso de poder econômico”, escreveram os advogados.
