ARRASTE 0%
Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

“Agora é tarde, Inês é morta”, diz Noblat sobre Bolsonaro ir “atrás de votos” no funeral de Elizabeth II

    De acordo com o jornalista, os “showmícios militarizados” e a exposição do “coração de Dom Pedro, que não bateu por ele”, não surtiram efeito nas pesquisas

    Agora é tarde, Bolsonaro, Inês é morta – Depois dos showmícios militarizados e do coração de Dom Pedro que não bateu por ele, o presidente irá ao funeral da rainha atrás de votos“, diz o jornalista Ricardo Noblat, no título e subtítulo de sua matéria de opinião, em seu espaço no portal de notícias Metrópoles.

    Do alto da sua vasta experiência como presidente do Ibope, hoje Ipec, Carlos Augusto Montenegro, 68 anos de idade, vaticinou na semana passada: “A campanha demorou quase dois anos. Mas acabou. Falta o eleitor pôr o voto na urna.”, escreve o colunista do jornal.

    Referia-se à campanha para presidente da República travada por Lula e Bolsonaro, que oficialmente começou apenas em meados de agosto último, mas extraoficialmente desde que o Supremo Tribunal Federal, em março do ano passado, tornou Lula elegível“, explica.
    Embora não tenha dito na ocasião, a amigos Montenegro confidencia que Lula sucederá a Bolsonaro”.

    Noblat diz que “Bolsonaro jogou seu último ruidoso trunfo na mesa ao trazer de Portugal o coração de Dom Pedro, a pretexto de celebrar o Bicentenário da Independência do Brasil. Ao contrário do que imaginava, o coração não voltou a bater por ele. Seus showmícios militarizados atraíram 64 mil pessoas no Rio, menos de 40 mil em São Paulo, e longe de 100 mil em Brasília. De toda forma, serviram para turbinar sua propaganda eleitoral no rádio e, especialmente, na televisão. E renderam mais o quê?

    A resposta de Noblat é: “A Justiça eleitoral proibiu o uso das imagens. E duas pesquisas consecutivas do Ipec, uma da semana passada e outra desta, atestaram que a onda de entusiasmo bolsonarista morreu antes de chegar à praia. Não foi um tsunami, mas uma marolinha.

    Tanto barulho por tão pouco. Para se eleger no primeiro turno, sem disputar o segundo, um candidato precisa ter 50% dos votos válidos (excluídos nulos, brancos e indecisos) mais um voto. Lula tinha 50% na semana passada. Agora, 51%.

    Agora, “Bolsonaro prepara-se para pôr em cena um novo plano: comparecer aos funerais da rainha Elizabeth II em Londres, e à abertura em Nova Iorque de mais uma Assembleia Geral da ONU“, escreve o colunista.

    Quem sabe os brasileiros não o socorrem depois de vê-lo em Londres entre os maiores líderes mundiais, e de ouvi-lo falar em Nova Iorque“, ironiza o jornalista. “Dizem que seu isolamento internacional é brutal. Bolsonaro quer provar que isso é mentira dos adversários“, pontua Noblat.

    De acordo com Bela Megale, no Globo, “a ida do presidente ao funeral da rainha Elisabeth II, em Londres, é vista por boa parte dos integrantes do Itamaraty como um “tiro que pode sair pela culatra”. Entre eles há a leitura de que, como presidente, Bolsonaro será recebido com a liturgia que o cargo requer pelo governo britânico, mas, a depender do tratamento que os demais chefes de Estado dispensarão a ele, pode ficar, mais uma vez, isolado“.

    Com isso, a avaliação é que Bolsonaro daria munição para Lula criticá-lo em uma área que o presidente patina: a política internacional. E isso na reta final do pleito“, prossegue Megale. “O presidente e a primeira-dama Michelle emendarão a viagem a Londres com a ida para Nova York, onde Bolsonaro discursará na abertura da Assembleia Geral da ONU.

    Entre parte dos diplomatas, a análise é que o presidente use o palco para falar, como nos anos anteriores, para sua plateia, e não ultrapasse os limites de sua bolha“, prossegue a jornalista em seu texto. “A estratégia da equipe do presidente é tentar usar esses eventos internacionais para tentar mostrar que Bolsonaro teria prestígio internacional. Também há expectativa que o presidente tenha uma exposição grande na televisão além da propaganda eleitoral, já que o funeral será exibido pelas grandes redes“.

    1 comentário em ““Agora é tarde, Inês é morta”, diz Noblat sobre Bolsonaro ir “atrás de votos” no funeral de Elizabeth II”

    Os comentários estão fechados.

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading