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Agente da PF admirador de LULA vota em sua ‘força política’ e tem ‘nojo’ de Bolsonaro

    “Diante da tragédia que estamos vivendo, eu declaro voto com todo vigor do meu peito”, disse “Rodrigo Hilbert da PF”, que guardou o ex-presidente

    O agente da Polícia Federal , Jorge Chastalo Filho, que ficou conhecido como o “Rodrigo Hilbert da PF”, por sua semelhança física com o ator global, é admirador da força política de LULA e disse que vota no ex-presidente:

    A sensibilidade de sua preocupação com a pobreza, com a desigualdade social, com o bem-estar das pessoas, tudo isso se mostrou algo muito verdadeiro nele e foi algo que me marcou. Nunca o vi deprimido, na carceragem era um sujeito humilde e que sempre demonstrou gratidão e compaixão por quem estava ali com ele
    JORGE CHASTALO FILHO
    Policial Federal que guardou LULA

    Chastalo, que foi chefe do Núcleo de Operações da Polícia Federal em Curitiba e o responsável por guardar LULA nos 580 dias que esteve na prisão injustamente, e que hoje atua como adido da instituição em Lima, no Peru, também disse que sente “nojo” de Bolsonaro.

    Diante deste absurdo que a gente tá vivendo, de ataque à democracia, essa falta de civilidade, de desamor gigante, do ódio estimulado entre as pessoas, tenho absoluto desprezo pelo governo que está aí. Como disse um dia Ulisses Guimarães, ‘tenho nojo’. Então me sinto moralmente obrigado a me manifestar. Eu declaro voto [em LULA] com todo vigor do meu peito
    JORGE CHASTALO FILHO
    Policial Federal que guardou LULA

    De acordo com o UOL, o agente resolveu se “arriscar” a “arcar com as consequências” de comentários sobre política, por estar na condição de funcionário público federal porque considera o atual governo como “abominável“.

    A gente precisa de um governo que seja competente, não importa se de esquerda ou de direita”.
    JORGE CHASTALO FILHO
    Policial Federal que guardou LULA

    Chastalo também defendeu que LULA, na condição de presidente, deixava órgãos de controle “trabalharem livremente“, por considerá-los “aliados do governo” e que o ex-presidente considerava que havia sido preso por conta de um “fato indeterminado“, como escreveu o então juiz federal Sergio Moro, na decisão que condenou-o à prisão injustamente.

    LULA dizia a Chastalo que voltaria um dia a ser presidente do país.

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