📷 Guilherme Sugimori Santos / Imagem reprodução / redes sociais | Flávio Bolsonaro / Foto: Sérgio Lima/Poder360 |•| Painel Urbs Magna
| Brasília (DF)
24 de julho de 2026
Se você explicar tudo isso e tudo o mais que for descoberto, talvez a imprensa te deixe em paz. Mas o senhor não vai conseguir desviar a atenção falando do Fábio, que já esclareceu os fatos ao STF e segue a disposição do tribunal.
De Guilherme Sugimori Santos para Flávio Bolsonaro
O advogado Guilherme Sugimori Santos, defensor de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, rebateu publicamente um vídeo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que cobrava explicações sobre uma suposta mesada de R$ 300 mil ligada a fraudes no INSS, e devolveu a cobrança exigindo que o próprio senador esclareça recursos recebidos de empresas associadas ao Banco Master.
O que Flávio Bolsonaro publicou
Nesta quinta-feira (23/jul), Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, divulgou nas redes sociais um vídeo questionando o paradeiro de Fábio Luís Lula da Silva e reafirmando a acusação de que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria recebido pagamentos mensais de um operador investigado por desvios no Instituto Nacional do Seguro Social.
Não é a primeira investida do senador contra Lulinha: em julho, ele já havia publicado um vídeo gerado por inteligência artificial no qual se representava como um soldado em busca do filho do presidente.
A resposta do advogado
Em vídeo próprio, Sugimori afirmou que Fábio Luís “não é acusado de nada”, já que sequer foi indiciado no inquérito policial que apura o esquema do INSS.
Eu também não sou político, eu sou advogado criminal e eu trabalho no processo com esclarecimento, provas e documentos. É isso que se faz diante de acusações injustas. Então esse é o meu conselho ao senhor: que faça o mesmo.
De Guilherme Sugimori Santos para Flávio Bolsonaro
Segundo o advogado, o cliente se colocou à disposição do Supremo Tribunal Federal (STF) espontaneamente, oferecendo dados bancários e fiscais para análise.
Sobre a suposta mesada, Sugimori sustenta que a acusação nasceu de um relato indireto, sem provas diretas, e que a própria Polícia Federal recomendou cautela ao avaliar esse tipo de depoimento.
A cobrança sobre o Banco Master
Na resposta a Flávio Bolsonaro, Sugimori também exigiu que o senador explique um episódio anterior: o escritório de advocacia do próprio Flávio emitiu notas fiscais de R$ 500 mil para empresas supostamente ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master — instituição que teve intervenção do Banco Central em 2025 em meio a suspeitas de fraude.
O advogado pediu que o senador libere um relatório sobre a origem desses recursos, prometido há mais de dois meses, e que o irmão dele, Jair Bolsonaro, autorize a quebra de sigilo bancário de um fundo apontado como destino de valores pagos por Vorcaro.
Ofereça seus dados fiscais e bancários, apresente o relatório dos recursos vindos do Banco Master, que é aquele relatório que você prometeu 66 dias atrás. Peça pro seu irmão abrir o sigilo bancário do Fundo Heaven Gate pra onde foi a quantia milionária paga pelo Vorcaro, e esclareça também por que seu escritório cancelou duas notas pra uma empresa ligada ao Master e depois emitiu duas notas pra empresa do mesmo contador.
De Guilherme Sugimori Santos para Flávio Bolsonaro
O episódio ilustra um padrão recorrente da pré-campanha de 2026: acusações trocadas nas redes sociais, sem decisão judicial que as sustente, funcionando como munição eleitoral antes mesmo de qualquer apuração formal se encerrar.
Tanto a acusação contra Fábio Luís quanto a cobrança sobre o Banco Master seguem, até aqui, no terreno das alegações — nenhuma das duas foi confirmada ou refutada por decisão judicial definitiva, e caberá ao STF e à Polícia Federal, não às redes sociais, estabelecer os fatos.
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