Fala coincide com caso de mortes por contaminação em vodca e gin reveladas da rede de adulteração que ameaça bares e consumidores em todo o Brasil
Brasília, 03 de outubro 2025
O advogado criminalista Luiz Fernando Sá e Souza Pacheco, de 51 anos, foi encontrado morto na madrugada de 1º de outubro em uma rua de Higienópolis, região central da capital paulista.
Horas antes, em um grupo de WhatsApp, ele enviou uma mensagem brincalhona que agora ecoa como presságio: “Desculpe os erros, tomei metanol“.
Segundo uma amiga ouvida pelo Metrópoles, tratava-se de uma piada inofensiva, sem relação direta com a causa da morte, mas o caso já é investigado pela Polícia Civil de São Paulo como possível intoxicação por metanol – substância tóxica comum em bebidas alcoólicas falsificadas.
Testemunhas relataram que Pacheco convulsionava e tinha dificuldades respiratórias quando o Samu e a Polícia Militar foram acionados, em meio a uma onda de alertas sobre contaminação que já vitimou profissionais como ele, conhecido por sua defesa ética na OAB/SP e no Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD).
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Essa morte eleva o pavor em São Paulo, onde a Secretaria de Saúde do Estado registra 37 casos de intoxicação por metanol desde setembro, com 10 confirmados, 27 suspeitos e pelo menos seis óbitos – incluindo o do advogado Marcelo Macedo Lombardi, de 45 anos, falecido em 28 de setembro após consumir vodca adulterada em uma confraternização no ABC Paulista, como noticiado pelo g1.
Autoridades como a Vigilância Sanitária e o Procon intensificaram operações, interditando bares nos Jardins, Mooca e Vila Mariana, e apreendendo mais de 800 garrafas contaminadas.
A família de Lombardi, devastada, entregou à polícia extratos bancários e uma garrafa de vodca para rastrear a origem da adulteração, enquanto sobreviventes como a designer Radharani Domingos, que perdeu a visão após caipirinhas em um bar nobre, clamam por justiça, conforme mostrou O Globo.
A crise, que pode envolver metanol importado ilegalmente pelo PCC segundo associações, ganhou tração nacional com a abertura de inquérito pela Polícia Federal, alertando para riscos em outros estados, segundo o Estadão.
Sintomas como visão turva, náuseas e falência de órgãos matam em dias, transformando happy hours em armadilhas letais.







