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    Adriana Araújo da Band detona Record ao vivo por dar espaço ao ex-marido de Maria da Penha – assista e entenda (vídeo)

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    Adriana Araújo da Band

    📷 A jornalista Adriana Araújo da Band / Imagem reprodução redes sociais |•| URBS MAGNA

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Brasília (DF)
    11 de agosto de 2026

    Adriana Araújo criticou ao vivo, nesta segunda-feira (10/ago), a decisão da Record de gravar entrevista com Marco Antônio Heredia Viveros, ex-marido de Maria da Penha, e a Justiça decretou a prisão preventiva do agressor por descumprir medida protetiva.

    O episódio importa porque ocorre na semana em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos e coloca em xeque limites éticos do jornalismo diante de vítimas de violência doméstica.

    A âncora do Jornal da Band afirmou: “Qual o interesse jornalístico em dar voz a um sujeito desses? Que prazer sádico é esse de deixar o criminoso contar sua versão de um crime hediondo, violentando a vítima de novo com a deturpação dos fatos?”.

    Em seguida, reforçou: “Dar palco para o criminoso que tentou matá-la duas vezes é banalizar a vida” e concluiu que “Maria da Penha tem que ser honrada todos os dias no nosso país”.


    A entrevista, conduzida por Roberto Cabrini para o Domingo Espetacular, havia sido anunciada com chamadas nas redes da emissora.

    Desde 2024, o 1º Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Fortaleza proibia Marco Antônio Heredia Viveros de divulgar informações sobre o processo ou propagar nome e imagem de Maria da Penha e de duas filhas.

    O Ministério Público do Ceará pediu a prisão preventiva.

    O juiz Cesar Morel Alcantara decretou a medida no plantão de sábado (8/ago).

    A Polícia Militar do Rio Grande do Norte cumpriu o mandado no domingo (9/ago) em Natal, onde o economista colombiano reside.

    A Justiça também proibiu a veiculação da reportagem, ordenou a retirada imediata de todos os conteúdos promocionais e trechos já publicados e fixou multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento.

    Determinou ainda a preservação de todo o material bruto, contratos e comunicações internas da produção.

    A Record retirou os vídeos das redes.

    Na segunda-feira (10/ago), após audiência de custódia, a prisão preventiva foi mantida.

    A defesa anunciou que pedirá prisão domiciliar alegando idade (80 anos) e comorbidades.

    Em 1983, em Fortaleza, Marco Antônio Heredia Viveros atirou nas costas de Maria da Penha enquanto ela dormia, deixando-a paraplégica.

    Meses depois, manteve-a em cárcere privado e tentou eletrocutá-la no banho.

    Ele foi condenado por tentativa de homicídio e cumpriu cerca de dois anos de pena.

    A longa luta da farmacêutica e ativista levou à sanção da Lei nº 11.340, em 7 de agosto de 2006, e à responsabilização internacional do Brasil na Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

    A escolha editorial de oferecer espaço ao agressor, mesmo sob restrição judicial, reabre feridas de revitimização e tensiona o papel da imprensa na proteção de direitos conquistados com dificuldade.

    O episódio dialoga com o combate contínuo ao feminicídio e à necessidade de o jornalismo priorizar a dignidade das sobreviventes diante de pressões por audiência.

    O impacto se estende à sociedade: cada vez que a voz do agressor ecoa sem o contraponto rigoroso da Justiça, a proteção legal conquistada pela Maria da Penha é colocada em risco.

    Nesta terça-feira (11/ago), a defesa de Marco Antônio Heredia Viveros prepara pedido formal de prisão domiciliar.

    Detalhes em breve, conforme novos despachos do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.



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