Título do texto diz que “Programa Voa Brasil é populismo sem sentido” e que “não é papel do Estado criar plataforma para vender passagens aéreas mais baratas“
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O Ministério de Portos e Aeroportos lançou a primeira fase do programa Voa Brasil, que oferecerá passagens aéreas por até R$ 200 em cada trecho, disponibilizando 3 milhões de passagens para aposentados do INSS, independentemente da faixa de renda.
O jornal O Globo disse em um editorial que o “Programa Voa Brasil é populismo sem sentido” e que “não é papel do Estado criar plataforma para vender passagens aéreas mais baratas“.
Por conta da intromissão da mídia a serviço do mercado, Marcelo Adnet viralizou nas redes sociais em uma crítica bem humorada, incorporando um rico que reclama do ‘congestionamento’ de idosos pobres nos aeroportos do país.
Nas imagens, que tem o fundo com o título da matéria na mídia, o personagem reclama porque seu jatinho “atrasa pra sair, porque agora pobre voa“.
“O pessoal lá da minha loja maçônica, todos horrorizados com essa situação“, diz o ricaço.
Assista a seguir e saiba depois o que escreveu o jornalão:
“Agora os pobres estão voando. Que absurdo, pobres ocupando os aeroportos!
— Flávio Costa (@flaviocostaf) July 27, 2024
Onde vamos parar?” O @JornalOGlobo está indignado. pic.twitter.com/1f9ma89sbM
O jornal diz que o lançamento do Programa Voa Brasil “não mudou em nada a primeira impressão” do editorialista, de que “não é papel do Ministério de Portos e Aeroportos intermediar a venda de passagens de companhias aéreas privadas, assim como seria inaceitável que o Ministério dos Transportes atuasse em feirões de automóveis ou o de Desenvolvimento em liquidações de refrigeradores e batedeiras“.
De acordo com o texto, “mais uma vez o governo apelou ao populismo” ante a preocupação “em agradar à classe média descontente com a alta dos bilhetes de avião.
Inacreditavelmente, O Globo foca na crítica ao programa com a argumentação de que há coisas melhores a serem feitas pelo governo, com se nada estivesse sendo feito: “Num país com tantas carências, o governo decidiu dedicar tempo e esforços a um objetivo duvidoso: “fomentar a inclusão social da aviação civil”“. E diz que “as chances de sucesso [do programa] são ínfimas“.
E repete que “criar uma plataforma para vender passagens aéreas não se enquadra nos critérios que definem o papel do Estado“, desta vez tentando justificar: “As companhias já dispõem de um instrumento poderoso para equilibrar oferta e demanda: o preço. Com promoções, conseguem gerenciar a ociosidade. Há diversos portais vendendo passagens baratas na internet. O controle de preços pelo governo significa apenas impor prejuízos às aéreas e deteriorar ainda mais um negócio que já não anda bem“.
Por fim, a mídia dos mercado diz que “quando um ministério lança um programa caro ao presidente da República, a pressão para que as empresas do setor participem é considerável. Ainda mais às vésperas do anúncio de um pacote de ajuda do governo às companhias aéreas“.
