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Brasil sinaliza cooperação militar com China após desfile de mísseis avançados

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    Celso Amorim
    Celso Amorim na foto atrás do presidente da China, Xi Jinping, em que também estão os líderes da Rússia e Coréia do Norte, Vladimir Putin e Kim Jong-un


    Celso Amorim representa Lula em Pequim e abre portas para parceria estratégica com potência asiática



    Brasília, 05 de setembro de 2025

    O assessor especial da Presidência da República do Brasil, Celso Amorim, sinalizou a possibilidade de um acordo militar com a China, marcando um momento significativo na política externa brasileira.

    A declaração foi feita em Pequim, na quarta-feira (3/set), após Amorim participar de um imponente desfile militar que celebrou o 80º aniversário da vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e na Segunda Guerra Mundial, chamada pela China de “Guerra Mundial Antifascista”.

    O evento, realizado na Praça da Paz Celestial, exibiu o poderio bélico chinês, incluindo mísseis balísticos intercontinentais, drones submarinos e caças furtivos, destacando os avanços tecnológicos do Exército de Liberação Popular.

    Durante o desfile, Amorim esteve ao lado de líderes como o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, em um evento que reuniu 26 líderes mundiais e foi interpretado como uma demonstração de força geopolítica da China frente às tensões com os Estados Unidos.

    A ex-presidente do Brasil e atual presidente do Banco dos Brics, Dilma Rousseff, também marcou presença, reforçando a relevância da participação brasileira.

    “Estamos abertos à cooperação militar com a China, afirmou Amorim em entrevista, destacando a decisão inédita de enviar generais brasileiros como adidos militares à embaixada em Pequim, um movimento que, até então, era exclusivo da representação em Washington.

    A declaração de Amorim ocorre em um contexto de tensões comerciais globais, especialmente com os Estados Unidos, que têm imposto tarifas sobre importações brasileiras.

    Ele criticou o enfraquecimento do sistema multilateral, apontando que “a Organização Mundial do Comércio é como se não existisse” diante da guerra tarifária promovida por Donald Trump.

    Em reunião com o chanceler chinês Wang Yi, Amorim entregou uma carta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Xi Jinping, reforçando o compromisso de aprofundar a cooperação estratégica entre Brasil e China.

    As discussões incluíram temas como as guerras na Ucrânia e em Gaza, além da nova Iniciativa de Governança Global proposta por Xi, que Amorim classificou como “música para os nossos ouvidos” por alinhar-se à defesa brasileira de reformas na governança global.

    A aproximação militar reflete o fortalecimento das relações bilaterais, com Amorim destacando a importância de investimentos e transferências de produção para o Brasil, além de cooperação financeira para enfrentar instabilidades globais.

    Wang Yi enfatizou a necessidade de Brasil e China, como maiores países em desenvolvimento de seus hemisférios, assumirem responsabilidades na defesa do multilateralismo e dos interesses do Sul Global.

    A presença de Amorim no desfile e suas declarações geraram reações mistas. Enquanto alguns veem a aproximação com a China como um passo estratégico para diversificar parcerias, outros, como apontado pela CNN Brasil, expressam preocupações sobre o impacto nas relações com os Estados Unidos, especialmente após o incômodo americano com exercícios militares conjuntos entre Brasil e China.

    O desfile, que exibiu mísseis como o DF-61 e o JingLei-1, foi uma demonstração da tríade nuclear chinesa, reforçando a projeção de poder de Pequim em um cenário global polarizado.



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