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Lula e Von der Leyen detalham o futuro que une 720 milhões de pessoas com o acordo Mercosul-UE

    Aliança comercial bilionária promete revolucionar economias, impulsionar inovações e combater desigualdades, após décadas de tratativas intensas

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    A presidente
    A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente Lula durante evento de assinatura do acordo UE-Mercosul nesta sexta (16.1.2026) no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro – Mauro Pimentel/AFP
    RESUMO

    Em reunião no Rio em 16/jan, Lula e Ursula von der Leyen celebraram o acordo Mercosul-UE, a ser assinado em 17/jan em Assunção. Após 25 anos, o pacto une 720 milhões de pessoas e PIB de US$ 22 trilhões, promovendo sustentabilidade, direitos humanos e investimentos em transição energética. Lula enfatizou reindustrialização e multilateralismo; Von der Leyen, benefícios mútuos e padrões elevados. Lula não irá à assinatura, enviando Mauro Vieira.


    Rio de Janeiro (RJ) · 16 de janeiro de 2026

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, delinearam as bases de um pacto que transcende o comércio puro, ancorando-se em valores compartilhados e ambições mútuas.

    Reunidos no Palácio do Itamarati, no Rio de Janeiro, na tarde desta sexta-feira (16/jan), os líderes enfatizaram como o acordo entre o Mercosul e a União Europeia – a ser formalizado neste sábado (17/jan), em Assunção, no Paraguai – representa uma vitória coletiva após 25 anos de negociações árduas. Lula destacou a restauração da parceria como prioridade de seu terceiro mandato, impulsionando a retomada das tratativas para alinhá-las ao crescimento econômico e à reindustrialização do Brasil.

    Ele sublinhou que o acordo cria uma das maiores áreas de livre comércio do planeta, unindo cerca de 720 milhões de habitantes e um PIB combinado de 22 trilhões de dólares. “Foram mais de 25 anos de sofrimento e tentativa de um acordo”, afirmou o presidente, celebrando o multilateralismo e o respeito a pactos internacionais da ONU e da OMC.

    O pacto, segundo ele, promove o desenvolvimento sustentável, combatendo mudanças climáticas, protegendo direitos indígenas, laborais e de gênero, sem sacrificar o papel estatal em saúde, inovação, agricultura familiar e desenvolvimento industrial.

    Ampliando o horizonte além das commodities agropecuárias – das quais o Brasil já é fornecedor chave para a UE –, Lula vislumbra uma transição para exportações de alto valor agregado, com incentivos a investimentos europeus em cadeias de valor estratégicas para a transição energética e digital.

    “Estamos ampliando oportunidades comerciais e de investimentos sem comprometer o papel do Estado”, pontuou, prevendo geração de empregos e prosperidade bilateral.

    Ele mencionou ainda conquistas recentes do Mercosul, como acordos com EFTA e Singapura, e planos para expandir laços com Canadá, México, Vietnã, Japão e China, além de uma visita ao Panamá para o Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe.

    “Esse acordo é bom para o Brasil, para o Mercosul, para a Europa e, sobretudo, para o mundo democrático e o multilateralismo”, concluiu, parabenizando os envolvidos.

    Ecoando o otimismo, Ursula von der Leyen elogiou o “compromisso pessoal e paixão” de Lula nas fases finais das negociações, creditando-lhe a liderança habilidosa que selou o pacto geracional. Ela descreveu o acordo como um convite ao maior mercado global, fomentando parcerias baseadas em abertura e amizade entre povos e regiões.

    “O comércio internacional não é um jogo de soma zero; todos devem se beneficiar com novos empregos e oportunidades para empresas”, declarou, enfatizando confiança e trabalho em equipe como pilares.

    A líder europeia reforçou valores comuns como democracia, ordem internacional baseada em regras, respeito ao planeta e às comunidades soberanas – essenciais em um mundo volátil.

    Antecipando o 20º aniversário da parceria estratégica Brasil-UE em 2027, Von der Leyen projetou multiplicação de oportunidades via acesso mútuo a mercados, regras previsíveis e cadeias de suprimentos robustas.

    Ela destacou avanços em projetos conjuntos para minerais críticos como lítio, níquel e terras raras, cruciais para transições limpa e digital, combatendo coerções geopolíticas.

    “Vamos seguir os padrões mais altos de transparência, respeito ao meio ambiente e garantir que comunidades locais sejam as principais beneficiárias”, afirmou, promovendo uma abordagem ganha-ganha.

    Ela ressaltou que o texto foi adiado devido a resistências de nações como a França, mas agora pavimenta investimentos sem precedentes .

    Unificando visões, ambos líderes rejeitam visões zero-sum do comércio, priorizando equidade e sustentabilidade.

    As negociações aguardam aprovações parlamentares: no Brasil, pelo Congresso Nacional; na UE, pelo Parlamento Europeu.

    Lula optou por não comparecer à assinatura em Assunção, enviando o chanceler Mauro Vieira, priorizando o encontro bilateral no Rio para reforçar o protagonismo brasileiro .

    O reconhecimento europeu ao empenho pessoal de Lula na aliança melhora a visão de que o acordo eleva fluxos comerciais e fortalece o multilateralismo em tempos de fragmentação global, prometendo um legado de prosperidade compartilhada.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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