Imagens compartilhadas por perfil seguido por 1,8 mil alcançaram mais de 2 milhões de visualizações e caso fez advogados oferecem ajuda
Um vídeo postado no Twitter pelo perfil ‘J‘, que tem menos de 1.800 seguidores, já alcançou mais de 2 milhões de visualizações, 100 mil curtidas, 16 mil retuítes e 3 mil comentários, desde sua publicação na plataforma no final da tarde deste sábado (12/11).
O motivo seria uma abordadem que teria sido motivada por “racismo“, conforme afirmou a prima de uma cliente das lojas Renner, no bairro Madureira, no Rio de Janeiro.
Nas imagens é possível assistir a uma jovem mulher negra “no provador” discutindo com “uma funcionária branca” da loja que, conforme relatou sua parente, chega “coagindo ela, empurrando ela na parede, mandando ela tirar tudo que ela pegou“.
No tuíte, J expõe o que teria sido um mal entendido, mas deixa a mensagem de que a motivação para a intervenção de seguranças da loja segue o modelo do racismo estrutural, o que é confirmado pelo fato do vídeo ter viralizado, bem como por alguns comentários marcantes na rede social.
Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a população brasileira cresceu com mais pessoas negras e pardas e o percentual de pessoas que se autodeclaram brancas caiu de 46,3% para 43%. O número de pessoas que se declararam pardas e negras chega ao total de 56,1%, sendo 9,1% e 47% respectivamente.
J diz, em outra mensagem de sua thread, que que chamou a polícia e que “depois de uma hora, (…) o policial disse que não tinha ido ali pra armar circo“. Ela, então, desabafou: “É isso gente, além do preto não ter voz, não podem denunciar uma agressão”.
Um dos comentários que J obteve como resposta veio de uma conta que tem apenas 210 seguidores, mas obteve quase 2 mil likes. Nele, ‘Jwna‘, que provavelmente também é o perfil de uma pessoa negra, afirma que teve que mudar seu comportamento para sobreviver ao assédio da sociedade, que adoeceu com o racismo estrutural:
“Um dos meus maiores medos da vida é acharem que tô roubando. Sempre que entro em lojas, tento ser o mais cuidadoso possível”, diz Jwna. “Não mexo na bolsa e nem fico com a mão no bolso, deixo sempre a mochila pra fora do provador e tento ser muito educado pra verem que não vou fazer nada“.
Segundo J, vários profissionais do meio jurídico ofereceram ajuda, mas ela agradeceu dizendo que, junto com sua prima, já possuem advogado para sua defesa.
Assista ao vídeo viral:
