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‘Trapalhada’ fez ‘Abin Paralela’ espionar o Alexandre de Moraes errado


    Agente de inteligência fez três consultas no sistema Firstmile com o nome de um homônimo, um gerente comercial em São Paulo, que não era o ministro – SAIBA MAIS

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    Brasília, 20 de junho de 2025

    Um equívoco marcou as apurações do caso denominado Abin Paralela, revelando que o esquema clandestino de vigilância, ativo durante a gestão de Jair Bolsonaro, rastreou por engano um homônimo do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

    O laudo conclusivo da Polícia Federal (PF), divulgado em 18 de junho, indica que o alvo equivocado foi Alexandre de Moraes Soares, um gerente comercial em São Paulo, confundido com o magistrado. A falha expõe fragilidades no esquema que visava opositores políticos.

    O texto, cujo sigilo foi revogado por Alexandre de Moraes, relator do processo, descreve que o agente de inteligência Thiago Gomes Quinalia fez três consultas no sistema Firstmile com o nome do homônimo em 19 de maio de 2019.

    A PF concluiu que o engano ocorreu devido ao emprego de mecanismos não autorizados, que frequentemente vinculavam números de telefone a indivíduos incorretos.

    “A busca no sistema Firstmile por homônimo foi um descuido passível de ocorrência,” ressalta o documento.

    Além do ministro Alexandre de Moraes, a Abin Paralela monitorou ilegalmente personalidades como os ex-deputados Jean Wyllys, Rodrigo Maia, Joice Hasselmann, o ex-governador paulista João Doria e os jornalistas Leandro Demori e Mônica Bergamo.

    A ação coincide com a instauração do Inquérito 4.781, conhecido como inquérito das notícias falsas, aberto em março de 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, sob relatoria de Moraes.

    As investigações da PF indiciaram cerca de 30 pessoas, entre elas Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, acusado de participar de uma associação criminosa voltada à espionagem de adversários.

    Jair Bolsonaro, embora apontado como destinatário das informações, não foi alvo de denúncia neste caso, pois responde por alegações correlatas na ação penal sobre o esquema golpista, em trâmite no STF.

    Thiago Quinalia, responsável pelas buscas, deixou o cargo público em 2024, e seu paradeiro é ignorado, segundo a PF.

    O episódio da Abin Paralela suscita dúvidas sobre a eficácia e a legitimidade das ações de inteligência durante o governo Bolsonaro.

    A confusão com o homônimo de Moraes, que atua no comércio e não tem ligação com o Judiciário, evidencia a desordem do esquema.

    “O uso de métodos ilegais resultava em equívocos grotescos, como associar alvos incorretos,” enfatiza o relatório.

    O caso ressalta a urgência de maior clareza e fiscalização sobre as operações de inteligência no país, sobretudo quando envolvem personalidades públicas e instituições democráticas.

    A PF continua a investigar os desdobramentos da Abin Paralela, enquanto o STF mantém o processo sob reserva parcial.

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    1 comentário em “‘Trapalhada’ fez ‘Abin Paralela’ espionar o Alexandre de Moraes errado”

    1. Jair Francisco Lusa

      Pegaram um Ze-Ruela qualquer para a arapongagem aí deu no que deu. Coisa de Carlucho e de um programa ruim importado de Israel.
      Kkkkk caíram no conto do vigário!

    Os comentários estão fechados.

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