A queima de livros na Alemanha nazista visava o “ensino ideológico”. Isso te lembra alguém?

29/04/2019 0 Por Redação Urbs Magna
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Et Urbs Magna – Em 10 de maio de 1933 em toda a Alemanha, foram queimadas montanhas de livros em praça pública. Começava uma limpeza na literatura. Toda obra que se desviasse dos padrões do regime deveria ser queimada.

Albert Einstein, Stefan Zweig, Heinrich e Thomas Mann, Sigmund Freud, Erich Kästner, Erich Maria Remarque e Ricarda Huch foram alguns dos escritores perseguidos.

O Nazismo considerava a Psicanálise como uma decadente ciência de Judeus nociva e alienante. Com uma ironia mestra Freud comenta o episódio a Ernest Jones Que progressos estamos fazendo.

Na Idade Média, teriam queimado a mim; hoje em dia eles se contentam em queimar meus livros. Em 1938 Freud e sua família, com a ajuda da princesa Marie Bonaparte, conseguem deixar Viena e seguem para Londres onde passa seus últimos momentos até 1939.

Quatro irmãs de Freud não conseguem visto pra sair de Viena, apesar do esforço por parte da família, e acabam morrendo em campos de concentração. “Onde se queimam livros, acaba-se queimando pessoas.” Heinrich Heine

O texto até aqui foi publicado por Analysexavier.

Assistam a este vídeo:

Bücherverbrennung é um termo alemão que significa queima de livros. É, muitas vezes, associado à ação propagandística dos nazistas, organizada poucos meses depois da chegada ao poder de Adolf Hitler.

Abaixo você poderá ver fotografias de nazistas, em 1933, na Alemanha, queimando livros de filosofia e sociologia com o fim de consolidar a censura aos professores sob pretexto de “ensino ideológico”.

Parece que o tempo não passou, né?

Alunos são motivados pela campanha do nazismo a queimarem livros. Hitler e seus comparsas pretendiam uma “limpeza” da literatura.
Tudo o que fosse crítico ou desviasse dos padrões impostos pelo regime nazista foi destruído.
Centenas de milhares de livros foram queimados no auge de uma campanha iniciada pelo diretório nacional de estudantes
Stefan Zweig, Thomas Mann, Sigmund Freud, Erich Kästner, Erich Maria Remarque e Ricarda Huch foram algumas das proeminências literárias alemãs perseguidas na época.
O poeta nazista Hanns Johst foi um dos que justificou a queima, logo depois da ascensão do nazismo ao poder, com a “necessidade de purificação radical da literatura alemã de elementos estranhos que possam alienar a cultura alemã”.
Assim como desde a pré-história, se acreditava nos poderes purificadores do fogo, o regime do mestre da propaganda – Joseph Goebbels – pretendia destruir todos os fundamentos intelectuais por ele tão odiados
A opinião pública e a intelectualidade alemãs ofereceram pouca resistência à queima. Editoras e distribuidoras reagiram com oportunismo, enquanto a burguesia tomou distância, passando a responsabilidade aos universitários.

O Brasil bolsonarista hoje nunca esteve tão mal representado. A nossa esquerda cansou de avisar sobre a possibilidade desse retrocesso cultural e político, como temos visto.

Nossas riquezas estão sendo entregues ao mundo capitalista e imperialista. Se nada for feito, o que será de nós?

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