Generais “não abrirão mão passivamente dos pedaços de poder proporcionados pelo bolsonarismo”, diz o jornalista
O jornalista Luis Nassif, do portal progressista de notícias GGN, prevê um novo golpe militar no Brasil, ao se confirmar, nas urnas, a vitória de LULA, que é líder em todas as pesquisas de intenção de voto. Segundo o texto, os generais “não abrirão mão passivamente dos pedaços de poder proporcionados pelo bolsonarismo”.
Após uma longa narrativa que expõe as movimentações de peças de algumas partidas de xadrez, jogadas pelos militares, mostrando que alguns deles “já aprenderam o caminho dos negócios do Estado, inicialmente em operações menores e malcheirosas“, o editor do site diz que o caminho é “se tornar participantes ativos de um jogo cujo maior beneficiário, até agora, é o capital financeiro.
“A senha já está dada”, diz Nassif: “Em caso de vitória de Lula, por margem apertada, retornarão as denúncias sobre manipulação das urnas eleitorais. Paralelamente, haverá a convocação de manifestações nos principais centros do país, especialmente na Esplanada dos Ministérios, em Brasília“, especula, acrescentando que “se tentará reeditar o golpe de 7 de setembro“.
Nassif diz que o Brasil não tem “o menor apego às normas democráticas” e aponta que foram os próprios ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) que “endossaram os ataques à democracia“, o que para o jornalista “é mais que revelador“.
O autor do ‘mau agouro’ explica, através do livro de Steven Levitsky, ‘Como as democracias morrem‘, que “um dos processos mais insidiosos de destruição da democracia” é “o chamado “jogo duro institucional”, no qual jogam-se segundo as regras, mas levando-as aos seus limites“, que tem por objetivo “derrotar permanentemente os rivais partidários – e não se preocupar em saber se o jogo democrático vai continuar”.
“É a descrição perfeita do arco político montado na Lava Jato“, diz Nassif, desenhando “Sérgio Moro –> TRF 3 –> Felix Fischer (STJ) –> Luis Roberto Barroso/Luis Edson Fachin (STF)“. O jornalista editor do GGN pergunta se “a mídia, que aparentemente acordou com a Vaza Jato, estaria disposta a uma autocrítica, de não mais repetir processos desestabilizadores da democracia?“
“Esse é o drama nacional: um país cujas principais instituições não consolidaram princípios democráticos. E, por trás de tudo, as ondas que vêm dos centros políticos internacionais, de que todo arbítrio será tolerado, e nenhuma negociação será aceita“, diz o editor do GGN.
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