Sem meias palavras, vice-presidente afirma que sentimento popular é por maior rigor penal e declaração impacta debate no Congresso
Brasília, 27 de setembro de 2025
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, posicionou-se contra qualquer tentativa de suavizar sentenças criminais, declarando que “a sociedade quer que as penas subam, e não que baixem”.
A afirmação, feita em entrevista ao apresentador José Luiz Datena na Rede TV, surge em meio a negociações no Congresso Nacional sobre projetos que poderiam reduzir penas de condenados por atos golpistas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Alckmin, aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu a confiança nas instituições, como o Supremo Tribunal Federal (STF), e elogiou o Senado Federal por arquivar a PEC da Blindagem.
A declaração do vice-presidente, com longa trajetória política em São Paulo, ganha relevância no contexto de pressões por anistia ou atenuantes para condenados pelos eventos do 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
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Alckmin, do PSB, reforçou que “as leis não são para mim ou para você, é para todos”, defendendo uma abordagem equilibrada que respeite a ordem dos Poderes.
Sua postura ecoa ações anteriores a favor do rigor penal, como a sanção da Lei 15.160/2025, que endureceu punições para crimes sexuais contra mulheres.
A fala de Alckmin, amplamente repercutida, é vista por analistas como um posicionamento estratégico para as eleições de 2026, quando ele é cotado para disputar o governo de São Paulo ou uma vaga no Senado.
O debate reflete tensões mais amplas, com o governo federal alinhando-se a pesquisas que indicam grande apoio popular ao aumento do rigor punitivo, enquanto oposicionistas impulsionam agendas de redução de penas no Congresso.








Alckmin tem razão. E o povo ainda espera que bolsonaro ainda seja acusado pelos outros crimes que cometeu para que sua pena fique ainda maior.
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