Para entender como o conluio na Lava Jato chegou à 2ª instância
Deixa eu contar uma historianha que talvez vocês não conheçam sobre a Lava a Jato:
Começa com uma investigação sobre José Janene, deputado do PP do Paraná, em que Moro esconde do judiciário que o político era o investigado para não entregar o processo ao STF. Ao invés disto ele diz que estava investigando a “mulher” e “secretária” do Janene
Antes de ser conhecida, a Lava Jato teve um recurso encaminhado para o TRF-4. Isto foi feito para que, após o primeiro, todos eles fossem encaminhados para o mesmo grupo desembargadores. Assim, a operação forçou propositalmente o ecaminhamento de todos os subsequentes recursos para a quarta região.
Após descobrirem para qual vara o processo iria (como era criminal só poderia ir para a 7ª ou 8ª do TRF-4), a sorteada teve dois dos seus três desembargadores substituídos. Um foi para a presidência do TRF-4 e outro para a corregedoria. Coisa muito incomum.
Os novos desembargadores substitutos foram nomeados sabendo que ali seria julgada toda a Operação Lava Jato. Foram eles o Gebran e o Paulsen. O Laus já estava lá. Gebran já era conhecido amigo de Moro, que na época já tinha o hábito de substituir o atual desembargador pelas diversas varas do Paraná.
Depois de acertada a ‘turma do conluio’, houve uma discussão para saber se aquele recurso realmente tornava-os competentes para entrar em ação e uma apelação foi sorteada, indo parar na 7ª vara. Como era uma apelação, ela definiria o grupo que, por sorteio, fora parar na vara sem o Gebran.
Com o resultado aleatório inesperado e fora dos planos, a desembargadora sorteada, Claudia Cristofani, fez uma ‘manifestação’ perguntando se o Gebran não queria pegar aquele recurso, ao que o magistrado prontamente responde que sim. A Lava Jato era dele. Ou seja, se respeitassem o sorteio, tudo seria diferente hoje.
Mas ainda faltava a presidência do TRF-4, afinal, nas discussões sobre competência das varas, quem decidia era o presidente. Então o TRF-4 muda toda a sua lógica de colocar o mais antigo como presidente e elege o mais conservador e fascistóide deles: Thompson Flores.
Durante toda a fase dos recursos sobre Lula, os envolvidos no julgamento dos pedidos de Lula eram sempre Moro na primeira instância, Gebran, Paulsen e Laus na segunda e Thompson Flores como presidente. Ninguém mais fora daquele grupinho.
CONTINUA APÓS AS IMAGENS
- Quem determinou o não cumprimento da ordem de soltura de Lula por Favretto?
- Thompson Flores.
- Quem deu entrevista dizendo que a sentença do Moro era “perfeita” embora ele nunca tenha lido?
- Thompson Flores.
- Quem definiu a competência de Moro para julgar tudo sobre Lula?
- Thompson Flores.
Agora, após os vazamentos sobre o conluio descarado, ainda existem dois ou três processos de Lula nas mãos da 8a turma do TRF-4.
- O STF ameaça soltar Lula e o que o TRF-4 faz?
- Elege Laus para a presidência do tribunal, novamente invertendo toda a ordem de antiguidade
E o Laus saiu da 8a turma para a presidência, então abriu vaga na oitava turma.
- Adivinhem que pediu para ir para a oitava turma porque estava saindo da presidência do tribunal?
- Thompson Flores.
A 8ª vara, que vai julgar Lula, tem Gebran, Paulsen e Thompson Flores e na presidência do tribunal tem o Laus!!! Os mesmos 4 envolvidos o tempo todo no conluio.
Já estão ameaçando abertamente correr com novas condenações caso o STF dê habeas corpus para Lula. Sempre os mesmos quatro! Sempre os mesmos julgadores do conluio! Eles trocam suas posições e continuam os donos dos processos! E ninguém diz nada! Ninguém pode fazer nada!
Conclusão: desde o início da Lava Jato, foram ‘arranjados’ os juízes e os desembargadores que iriam julgar Lula. E como não puderam fazer isto no STF, Teori sofreu um ‘acidente’.
Fernando Horta para o GGN








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