Usuários de redes sociais apontam que alguns ‘jornalões’ não deram o devido destaque político às manifestações contra o presidente, ocorridas neste sábado, em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal
Após os protestos deste sábado, chamados de “29M” por opositores do presidente Jair Bolsonaro, as redes sociais estão em polvorosa. As publicações sobre o tema proliferam desde o início dos atos nas ruas contra a considerada “desastrosa” gestão do atual chefe do Executivo, quando manifestantes pediram mais vacinas e o impeachment. E, especialmente neste domingo (30), os usuários observaram que os ‘jornalões’ se comportaram diferentemente de 2016, quando as manifestações contra a ex-presidenta Dilma Rousseff ocuparam páginas inteiras, como uma foto que ocupou toda a capa de uma das edições do Estadão (foto de destaque).
Veja alguns exemplos:
Protestos na capa do O Globo
— Pedro Ronchi (@PedroRonchi2) May 30, 2021
Contra Bolsonaro // Contra Dilma
Tirem suas conclusões. pic.twitter.com/OH4iN3SRcl
O Estadão hoje, após milhares protestarem contra Bolsonaro. O Estadão após protestos contra Dilma.
— André Tinoco (@Dretinoco) May 30, 2021
Entenderam? Essa grande imprensa não se preocupa se vamos chegar a 500 mil mortes, ela quer reforma administrativa, quer que Bolorilo continue o desmonte que está fazendo. pic.twitter.com/PWoClaebLi
O perfil Blog do Miro, no Twitter, que se descreve ‘entrincheirado contra a ditadura midiática’ em sua bio e é pertencente ao jornalista Altamiro Borges, afirmou que “para conhecer a história do Estadão é preciso ler o livro “Nascidos para perder”, de Mylton Severiano. Do estoque de armas no prédio do jornal para derrubar Vargas à autoria do primeiro esboço dos atos de exceção da ditadura de 1964, o jornalão sempre agiu contra as lutas sociais“.
A jornalista Hildegard Angel postou as duas imagens de capa dos jornalões deste domingo com comentário da jornalista, escritora e documentarista brasileira Eliane Brum, do El País. Angel disse: “Quem falou foi a Eliane Brum, mas pode considerar que fui eu“.
Brum disse que sente “nojo” das “capas do Globo e do Estadão de hoje”, pois, segundo ela, “são muito mais do que uma vergonha histórica. Grandes jornais, com responsabilidade pública, traindo os fatos. Centenas de milhares de brasileiras e brasileiros ocupam as ruas do Brasil gritando “Fora, Bolsonaro” e o Globo dá como manchete “Pib reaquece” e o Estadão fala de “turismo”. Leia aqui.

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