“Esse é o Brasil de 2024, em que a extrema direita conseguiu misturar política, religião e grupos armados“, diz o influenciador digital e cientista geopolítico Vinicios Betiol sobe Rivaldo Barbosa
De acordo com o jornalista Guilherme Amado, em sua matéria no ‘Metrópoles‘, o delegado Rivaldo Barbosa, que está preso por ser, segundo a PF (Polícia Federal), o “mentor intelectual” do assassinato de Marielle Franco, é fiel frequentador da Primeira Igreja Batista do Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro.
Barbosa foi preso no último domingo (25/3) junto com os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, que são acusados de serem os mandantes do assassinado da vereadora em 2018. O delegado também é acusado pela PF de obstruir as investigações enquanto esteve à frente da Secretaria de Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Segundo o texto do colunista do portal de notícias brasiliense, Rivaldo Barbosa é um evangélico que dissemina em suas redes sociais, como o ‘Instagram’, vários conteúdos sobre Deus e vídeos de louvores do templo no bairro carioca.
Por conta da devoção religiosa, iniciou-se nas redes sociais um debate sobre o envolvimento de religiosos na política e suas atividades fora dos templos. O influencer e cientista geopolítico Vinicios Betiol, por exemplo, classificou esta situação como “TALIBANIZAÇÃO“.
Segundo Betiol, “o indicado de Braga Netto dedica tempo para os louvores“, mas “na hora do trabalho, planeja assassinatos. Esse é o Brasil de 2024, em que a extrema direita conseguiu misturar política, religião e grupos armados“, escreveu em sua conta oficial na plataforma social ‘X‘.
Como resposta ao influencer, um perfil postou uma frase atribuída ao ex-governador Leonel Brizola: “Se os evangélicos entrarem na política, o Brasil irá para o fundo do poço, o país retrocederá vergonhosamente e matarão em nome de Deus“.
Outro perfil na plataforma de microblogging afirmou que “misturar política com religião é perigosíssimo” e “isso já está acontecendo no Brasil“. Em sua opinião, a “Teocracia não pode ser instalada no País. Os Neopentecostais tem esse desejo. Temos que lutar para que não tenham sucesso“, disse.
Um terceiro dono de conta disse que “não existe hoje ambiente mais promíscuo que uma igreja”, onde “convivem pastores que seduzem as irmãs casadas, com traficantes que lavam dinheiro, mais o bicheiro, o matador de aluguel, os milicianos… tudo agora são evangélicos“.
Por fim, o último perfil lembrou das palavras do ministro decano do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, que classificou a classe religiosa como “narcomilícias evangélicas“.

