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83 crianças mortas no Líbano em 12 dias: OMS alerta para “mais dano colateral” que em 2023

    A proporção de vítimas civis em ataques israelenses no Líbano dispara e revela vulnerabilidade inédita de famílias inteiras

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    Ruínas ainda
    Ruínas ainda fumegantes de um edifício em Dahieh, no sul de Beirute / Crédito : Simon Townsley/The Telegraph
    RESUMO
    URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO


    Beirute (LB) · 12 de março de 2026

    Dados exclusivos do Ministério da Saúde do Líbano e do escritório local da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que, até o meio-dia de quarta-feira (11/mar), 83 crianças menores de 18 anos foram mortas e 254 ficaram feridas — o equivalente a 23% de todas as baixas.

    Do total de 1.524 mortos e feridos nos últimos 12 dias, 21% eram mulheres e 10% eram migrantes, em sua maioria sírios e palestinos.

    O representante da OMS no Líbano, Dr. Abdinasir Abubakar, declarou ao The Telegraph nesta quinta-feira (12/mar) que os ataques em áreas urbanas densamente povoadas geram “mais dano colateral” do que nos confrontos de grande escala de 2023-24.

    Não vejo evidências de que civis estejam sendo deliberadamente visados, mas alguns não conseguem escapar apesar dos alertas de evacuação porque não têm para onde ir”, explicou.

    Migrantes pobres foram deixados para cuidar de fazendas no sul, enquanto outros são impedidos de entrar em abrigos antiaéreos lotados.

    A agência de notícias Reuters confirmou o balanço do Ministério da Saúde do Líbano: na escalada iniciada no início de março, o número de mortos chegou a 394, incluindo 83 crianças e 42 mulheres.

    Atualizações posteriores da mesma agência elevaram o total para mais de 630 mortos, com pelo menos 91 crianças.

    A ONU e a UNICEF registraram deslocamento de quase 700 mil pessoas — número que pode superar 1 milhão na prática —, com milhares dormindo em barracas improvisadas nas ruas de Beirute.

    O Al Jazeera e o Le Monde citaram o mesmo ministério libanês: os ataques concentram-se em regiões com forte presença do Hezbollah, mas atingem bairros residenciais como Dahieh, subúrbio sul de Beirute.

    O The New York Times e a BBC relatam que os ferimentos resultam principalmente de estilhaços, explosões e queimaduras.

    Quatro hospitais foram danificados, 49 postos de saúde primária no sul fecharam e 16 profissionais de saúde morreram.

    Dr. Abdinasir Abubakar destacou que o país, já abalado por crises sucessivas, não precisava dessa nova onda: “Os civis no Líbano merecem coisa melhor”.

    A OMS usou o cessar-fogo recente para estocar medicamentos de trauma e realizar simulações, mas prevê escassez caso o total de vítimas atinja 10 mil.

    Há ainda risco elevado de surtos de sarampo, cólera, difteria e poliomielite, além de aumento de infecções respiratórias em crianças.

    POR QUE ISRAEL ATACA O LÍBANO?

    Israel ataca o Líbano para neutralizar o Hezbollah e impedir que o grupo continue lançando foguetes em retaliação à morte do aiatolá Ali Khamenei no início da guerra contra o Irã; a escalada visa expandir zonas de controle no sul libanês e reduzir a capacidade militar do aliado iraniano.

    O conflito atual entre Israel e o Líbano explodiu em março de 2026 como extensão da guerra conjunta de Israel e Estados Unidos contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro de 2026 com ataques que mataram o líder supremo iraniano Ali Khamenei.

    O Hezbollah, milícia xiita libanesa financiada e armada pelo Irã, iniciou disparos de foguetes e drones contra o norte de Israel em 2 de março, alegando vingança pela morte de Khamenei e resposta a violações israelenses do cessar-fogo de novembro de 2024.

    O grupo afirmou que os ataques eram “defensivos” e visavam forçar Israel a evacuar territórios ocupados no sul do Líbano, mas enfatizou que a ação não estava diretamente ligada à guerra no Irã.

    Israel respondeu com intensos bombardeios aéreos em Beirute (especialmente no subúrbio sul de Dahieh, reduto do Hezbollah), no vale do Bekaa e no sul libanês, além de incursões terrestres limitadas para capturar posições estratégicas.

    O ministro da Defesa Israel Katz declarou que as Forças de Defesa de Israel receberam ordens para “ampliar operações” e “tomar território” se o Hezbollah persistir nos ataques, com o objetivo de restabelecer segurança nas comunidades do norte israelense.

    Fontes como Reuters e BBC relatam que Israel vê a ação como oportunidade para enfraquecer permanentemente o Hezbollah, que perdeu liderança e infraestrutura nos últimos anos.

    O Hezbollah justificou sua entrada no conflito como retaliação à “agressão” israelense-americana, mas analistas apontam que o grupo busca dividir as forças israelenses entre dois fronts (Irã e Líbano), atrasar avanços em Teerã e forçar um cessar-fogo precoce que preserve o regime iraniano.

    O conflito já causou centenas de mortes no Líbano (incluindo muitas crianças e civis), deslocou mais de 700 mil pessoas e agravou a crise humanitária no país.

    O Hezbollah opera em unidades pequenas de guerrilha, racionando munições, enquanto Israel mantém presença em colinas fronteiriças ocupadas desde 2024 e ameaça expandir a zona-tampão.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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