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7ª cirurgia de Bolsonaro já estava prevista, mas ex-presidente a usa como estratégia política, diz Eduardo Guimarães

    Editor do Blog da Cidadania observa que a “correria” médica coincide com editorial do Estadão afirmando que o ex-presidente “atrapalha o Brasil“, dentre outras controvérsias envolvendo sua saúde e motivações – SAIBA MAIS

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    Brasília, 13 de abril de 2025

    O ex-presidente Jair Bolsonaro foi submetido à sua sétima cirurgia abdominal neste domingo (13/abr), no Hospital DF Star em Brasília, devido a uma subobstrução intestinal decorrente de complicações iniciadas após a facada sofrida em 2018, durante a campanha eleitoral em Juiz de Fora (MG).

    O procedimento, uma laparotomia exploradora, visa corrigir aderências intestinais e reconstruir a parede abdominal.

    A internação, no entanto, gerou intensos debates, com o blogueiro Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, sugerindo que a cirurgia seria uma manobra política planejada.

    Contexto Médico: Uma Cirurgia Prevista?

    Bolsonaro, que já passou por seis cirurgias abdominais conduzidas pelo cirurgião Antônio Macedo, desta vez foi operado por Cláudio Bolini, diretor do serviço de cirurgia eletiva do Hospital das Clínicas da USP.

    Segundo o boletim médico do Hospital DF Star, divulgado neste domingo, “após reavaliação clínico-cirúrgica, Bolsonaro foi submetido a novos exames laboratoriais e de imagem que evidenciaram a persistência do quadro de subobstrução intestinal”.

    A decisão pelo procedimento cirúrgico foi tomada após medidas iniciais não resolverem o problema.

    A necessidade da cirurgia já era conhecida desde o final de 2024, conforme Guimarães: “Desde o fim do ano passado, já sabia que ele poderia ter que submeter a cirurgia a que hora se submete.” Essa informação é corroborada por exames realizados no início de 2025, quando Bolsonaro foi internado, mas os médicos, na ocasião, optaram por não operar, marcando uma reavaliação para três meses depois.

    As mídias nacionais informaram que o ex-presidente passou mal durante um evento do PL em Santa Cruz, Rio Grande do Norte, na sexta-feira (11/abr), sendo transferido para Brasília no sábado (12/abr).

    O médico Leandro Echenique, que acompanha Bolsonaro, descreveu o procedimento como “uma cirurgia aberta, que vai corrigir essa parte das alças [intestinais]. Então é uma cirurgia bem extensa”.

    A laparotomia exploradora, segundo especialistas, é comum em casos de aderências, que podem causar dor e inchaço devido ao atrito entre órgãos abdominais, especialmente após traumas como o sofrido por Bolsonaro.

    As Alegações de Conveniência Política

    Eduardo Guimarães levanta a hipótese de que a internação seria uma estratégia para angariar apoio político em um momento de fragilidade. Ele aponta: “Bolsonaro foi andando até a ambulância do Samu em Santa Cruz no Rio Grande do Norte, em Natal e saiu andando do aeroporto em Brasília para ir ao hospital de ambulância para ser operado.”

    Guimarães sugere que o ex-presidente aproveitou a situação para se promover, destacando que “tirou foto sorridente, postou textão na internet, promoveu verdadeira campanha eleitoral.”

    Essa narrativa ganhou força após um editorial do Estadão, intitulado “Bolsonaro atrapalha o Brasil”, publicado horas antes da internação.

    Guimarães interpreta o texto como um sinal de que “o jornal deu a senha para que essa elite se livre dele,” referindo-se à elite conservadora paulista ligada ao agronegócio, à Fiesp e ao mercado financeiro.

    Ele argumenta: “O Estadão é o porta-voz da elite paulista do agro paulista, do empresariado paulista da Fiesp do mercado financeiro paulista é um veículo que funciona como uma Bíblia do ultracapitalismo tupiniquim.”

    Bolsonaro, segundo Guimarães, estaria ciente de estar sendo “rifado” e, por isso, teria orquestrado um “golpe publicitário” para mobilizar seus apoiadores, estimados entre 15% e 20% da população, ou cerca de 20 a 30 milhões de pessoas.

    É por isso que ele engendrou esse golpe publicitário para ganhar apoio político da população do eleitorado que o apoia os seus seguidores do bolsonarismo, enquanto movimento político que ninguém nega que Bolsonaro é um líder de massas,” afirma o blogueiro.

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    Contraponto: A Gravidade do Quadro Médico

    Apesar das especulações, fontes médicas reforçam a seriedade do quadro de Bolsonaro. As mídias informaram que o ex-presidente foi internado às pressas após sentir fortes dores abdominais, e o procedimento foi inevitável após exames confirmarem a subobstrução.

    O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou que “Bolsonaro está bem, mas vai precisar retirar obstruções intestinais”, indicando que a cirurgia era necessária e não uma escolha arbitrária.

    O histórico de complicações de Bolsonaro, incluindo internações anteriores reforça que as aderências intestinais são uma consequência crônica do atentado de 2018.

    O ex-ministro do Turismo Gilson Machado atribuiu o quadro à facada, negando que o mal-estar fosse fictício, conforme Guimarães sugere: “Foi culpa da facada, diz o ex-ministro do Turismo sanfoneiro Gilson falando sobre Bolsonaro a razão de ele ter tido o suposto mal-estar que na verdade não existiu.

    Impactos Políticos e Sociais

    A internação ocorre em um momento delicado para Bolsonaro, que enfrenta investigações e pressões políticas.

    O editorial do Estadão criticou a insistência de setores políticos em discutir anistia para o ex-presidente em meio a uma crise global, sugerindo que ele se tornou um obstáculo para o país.

    Guimarães concorda com a crítica, mas destaca sua relevância: “Concordo perfeitamente com o jornal Estado de São Paulo. Mas essas críticas são feitas todo dia por mim, por você não é por políticos, por adversários, por analistas.

    A base bolsonarista reagiu à internação com mensagens de apoio nas redes sociais, reforçando a narrativa de Guimarães sobre a mobilização do “núcleo duro” do bolsonarismo.

    Contudo, analistas alertam que a exploração política da saúde pode ter efeitos limitados, dado o desgaste de Bolsonaro em setores moderados.

    A sétima cirurgia de Jair Bolsonaro é, ao mesmo tempo, uma necessidade médica documentada e um evento cercado de especulações políticas.

    Enquanto ocorre o procedimento, as ações do ex-presidente, como a exposição nas redes sociais, alimentam teorias de que ele busca capitalizar politicamente o episódio.

    A crítica do Estadão e as análises de Eduardo Guimarães refletem um momento de tensão entre Bolsonaro e setores da elite conservadora.

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