72 virgens para cada jihadista no céu

28/10/2014 2 Por Redação Urbs Magna

Et Urbs Magna – Uma matéria no portal UOL do ano de 2002 também menciona que homens fiéis ao Islã receberão donzelas puras quando ‘partirem desta para melhor‘. A promessa para a mulher é a oferta de um especial e único homem com o qual se sentirão saciadas. A devoção tem o sexo como principal objetivo espiritual. Isso pode explicar a devoção ao Estado Islâmico?

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Em uma rápida pesquisa ao Wikipédia sobre este tema, vemos que “as húris são, de acordo com a fé islâmica, virgens prometidas aos homens islâmicos bem-aventurados, isto é, seres antropomórficos perfeitos com que, como gratidão por suas boas ações em terra, os homens serão premiados no paraíso. As húris são seres celestiais, ligadas à forte tradição que o Islã tem em relação aos prazeres sensoriais infinitos que são prometidos aos fiéis no contexto do êxtase na consciência de Deus em que viveriam, após a morte terrena, os fiéis“.

É citado com frequência, embora não no Alcorão, o número de 72 húris para cada fiel, valor de cárater mítico ou mágico, e simboliza a profusão.

Um paraíso muito especial está reservado para o pós-morte de quem deu sua vida por Alá nas lutas do jihad na guerra santa. Esta promessa explica, em parte, o êxito do recrutamento de radicais por parte do Estado Islâmico nos círculos mais fundamentalistas do mundo muçulmano, bem como o caráter de sua ofensiva militar no Iraque. Os combatentes do EI não temem a morte porque muitos estão convencidos do Éden que os aguarda sob a insignia negra do autoproclamado califado.

Desde o século X até os nossos dias, a doutrina tradicional de grande parte dos eruditos muçulmanos tem como ponto de partida o fato de que Deus abençoará de um modo muito especial os mártires do jihad com sete sinais ou recompensas. Uma destas recompensas será a concessão, aos varões, de 72 donzelas virgens. As mulheres, em troca, receberão, no paraíso, um só homem, com o qual estarão completamente satisfeitas.

Em diversas coleções de hadith – citações do profeta Maomé por seus discípulos – a figura das virgens, denominadas houris, entregues como recompensa aos justos tem um perfil sensual e até mesmo erótico. Seus autores fundamentam suas promessas em textos do Alcorão. Uma citação muito conhecida descreve o caráter voluptuoso das houris:

Certamente, para os justos, haverá um cumprimento dos desejos do coração com jardins circundados por vinhas e mulheres voluptuosas da mesma idade“. Alcorão, 78: 31-33). Outra surata do Alcorão enfatiza sua condição de virgem (Alcorão 55: 72-74). Enfim, mais uma surata destaca seus grandes e amorosos olhos da face (Alcorão 44: 54).

Diferentemente da interpretação posterior dada pelo hadith, o Alcorão não especifica o número de donzelas que cada varão fiel receberá no céu nem limita essa recompensa aos combatentes do jihad, porém não deixa dúvidas quanto à entrega de muitas esposas virgens.

Alguns exegetas ocidentais, que temem que esta característica do islamismo dificulte o diálogo entre as civilizações, optam por uma versão metafórica da presença das virgens junto aos varões que chegam ao paraíso. Ademais, eles assinalam que em toda a iconografia cristã também são representadas asas e harpas no céu junto a santos.

Porém, as escrituras sagradas são claras. Nelas não cabe nenhuma ambiguidade sobre o caráter exclusivamente espiritual da vida após a morte, e la felicidad en el más allá, “…pois na ressurreição nem se casam nem se dão em casamento, mas serão como anjos no céu…“(Mateus 22:30).

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