São 160 crianças, 32 mulheres, 600 doentes, 152 há mais de 20 anos, 530 presos administrativos, 29 isolados e 549 sob prisão perpétua
O domingo 17 de abril é Dia do Prisioneiro Palestino, uma data que foi adotada pelo Conselho Nacional Palestino no ano de 1974 para representar o dia nacional pela liberdade dos prisioneiros e pelo apoio à sua causa, da constante luta contra a ocupação da Cisjordânia e Gaza por forças israelenses, iniciada no ano de 1967.
Até hoje, a data continua sendo celebrada todos os anos a fim de lembrar ao mundo que diariamente ocorrem torturas, violações e outros abusos dentro das prisões israelenses, que excedem todas as normas e convenções internacionais e humanitárias, principalmente as internacionais do direito humanitário, a Quarta Convenção de Genebra e os princípios dos direitos humanos.
Nesta data, milhares de pessoas vão às ruas na Palestina para fazer as denúncias dos abusos e arbitrariedades praticados por Israel.
O Palestinian Central Bureau of Statistics calcula que, de 1967 até 2020, mais de 750.000 palestinos, quase 15% da população de Cisjordânia e Gaza, entre os quais 12.000 mulheres e milhares de crianças, tinham sido sequestrados e presos.
Isso significa que ao menos um membro de cada família palestina já tenha passado por uma prisão israelense, num processo sistemático de violação denunciado reiteradamente por organizações de defesa dos direitos humanos e pela comunidade internacional, mas que permanece impune.
Centenas de prisões, campos de detenção e centros de interrogação foram instalados por todas as partes da Palestina nos últimos 50 anos.
Há incontáveis registros e denúncias de tortura e maus-tratos, negligência médica generalizada, superlotação, falta de ventilação e de acesso a produtos sanitários, más condições de alimentação e hidratação, isolamento completo de familiares etc.
Além das costumeiras prisões políticas sob o burlesco pretexto de prevenção contra complôs e ações de sabotagens a Israel, é muito comum o aparato jurídico da “detenção administrativa”.
Trata-se de um regime extrajudicial que permite a detenção de suspeitos sem julgamento ou acusação e aprisionamento indeterminado, sem qualquer informação aos familiares sequer dos paradeiros destes sequestrados. Uma carta branca para se deter quem bem entender.
De acordo com o portal ADDAMEER, em 10 de abril de 2022, 4.450 prisioneiros eram mantidos em prisões da ocupação israelense, incluindo 160 crianças e 32 mulheres, com 549 sentenças de prisão perpétua, 600 prisioneiros doentes, 152 prisioneiros mantidos por mais de 20 anos, 530 detidos administrativos e 29 prisioneiros isolados.
