Gesto polêmico desperta debates sobre a soberania defendida por Lula versus a “vassalagem” bolsonarista e quase total da direita – TÁ NAS REDES
Brasília (DF) · 12 de fevereiro de 2026
A bancada do Partido Liberal (PL) na Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) optou por estender sobre sua mesa as bandeiras dos Estados Unidos da América, do Brasil e de Israel, durante sessão ordinária nesta quarta-feira (11/fev).
Essa manifestação visual gerou imediata repercussão, com acusações de submissão estrangeira e questionamentos sobre a lealdade nacional.
De acordo com relatos do jornal O Povo, o vereador Julierme Sena (PL) costuma posicionar a bandeira brasileira, mas desta vez o Inspetor Alberto (PL) adicionou a bandeira americana à direita e a israelense à esquerda da verde-amarela.
Ao lado, o vereador Jorge Pinheiro (PSDB) exibiu uma variante da bandeira nacional com um feto e a inscrição “Brasil Sem Aborto” no lugar de “Ordem e Progresso”, adicionando camadas a um cenário já controverso.
Esse episódio não é isolado. Em manifestações bolsonaristas recentes, como as de 7 de setembro de 2025 na Avenida Paulista, em São Paulo, bandeiras dos EUA e de Israel foram proeminentes, simbolizando alianças ideológicas com figuras como o presidente Donald Trump e o governo israelense, do primeiro-ministro Benjamim Netanyahu.
Contramanifestantes de esquerda responderam estendendo a bandeira brasileira no mesmo local, em 21 de setembro de 2025, para contrapor o que consideram uma afronta à soberania.
Debates no Congresso Nacional questionam se tais símbolos fortalecem ou enfraquecem posições políticas.
Nas redes sociais, o gesto provocou reações acaloradas. Um post no X (antigo Twitter) do perfil @vozdassombrass criticou: “99% da direita brasileira se comporta como agentes estrangeiros. Os caras promovem ‘tripla lealdade’ e submissão abertamente”.
Comentários ecoaram indignação, com usuários como @ce_Rangell afirmando “Eles rompem todas as barreiras da viralatagem e da cafonice”, e @Pairaisopolis12 adicionando “A direita brasileira é uma vassalagem aos EUA e Israel que é simplesmente vergonhoso”.
Veja abaixo e leia mais depois:
Especialistas em relações internacionais veem nesse gesto um reflexo de polarizações globais, onde alianças com potências ocidentais são usadas para reforçar narrativas conservadoras no Brasil.
Contudo, críticos argumentam que tal exibição em um órgão público pode minar a independência institucional, especialmente em um contexto de tensões geopolíticas envolvendo o Oriente Médio e as eleições americanas.
Até o momento, não há posicionamento oficial da CMFor ou dos vereadores envolvidos sobre as motivações exatas, mas o incidente já alimenta análises sobre o impacto na imagem pública do PL no Ceará.

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