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Trump vaiado: o que disse a imprensa dos EUA e como vai sua popularidade (vídeo)

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    Alexandr Wang
    Donald Trump entra em campo no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey, na final do FIFA Club World Cup, onde o Chelsea venceu o Paris Saint-Germain por 3 a 0 |13.7.2025| Imagem reprodução


    Republicano entrou em campo no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey, na final do FIFA Club World Cup, onde o Chelsea venceu o Paris Saint-Germain por 3 a 0

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    Donald Trump enfrentou uma recepção mista, com aplausos e intensas vaias, durante a final do FIFA Club World Cup no MetLife Stadium, onde o Chelsea venceu o Paris Saint-Germain. Apesar da estratégia de usar eventos esportivos para reforçar sua imagem de líder carismático, a aparição do presidente dos EUA revelou a polarização contínua de sua figura, refletida em pesquisas recentes que mostram sua aprovação oscilando em torno de 44-47% e desaprovação predominante. O episódio no estádio, somado a eventos anteriores onde também foi vaiado, levanta dúvidas sobre a eficácia dessa tática, evidenciando que, mesmo para uma figura midiática como Trump, a popularidade da multidão não é garantida.



    Nova Jersey, 13 de julho de 2025

    O MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey, foi palco de um momento que capturou a atenção global: o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi recebido, neste domingo (13/jul), com uma mistura de aplausos e vaias durante a final do FIFA Club World Cup, onde o Chelsea venceu o Paris Saint-Germain por 3 a 0.

    O evento, que atraiu uma multidão internacional, incluindo muitos torcedores da Inglaterra e da França, parecia ser uma oportunidade perfeita para Trump reforçar sua imagem de líder carismático, mas o resultado foi bem mais complicado do que ele talvez esperasse.

    A presença de Trump em eventos esportivos não é novidade. Desde seu primeiro mandato, ele tem frequentado jogos de futebol americano, lutas de UFC e, agora, a final de um torneio global de futebol, buscando associar sua imagem à energia vibrante das multidões, relatou o Newsweek destacando que essa aparição na final do Club World Cup é parte de uma série de viagens de alto perfil a eventos esportivos desde o início de seu segundo mandato.

    A estratégia parece clara: estádios lotados oferecem uma vitrine única para alcançar milhões de pessoas, tanto no local quanto pela televisão. Mas, como o ditado diz, nem tudo que reluz é ouro.

    Quando Trump chegou ao estádio, acompanhado da primeira-dama Melania Trump e do presidente da FIFA, Gianni Infantino, a multidão inicialmente o recebeu com aplausos e cânticos de “USA! USA!”. No entanto, o clima mudou rapidamente.

    Vídeos nas redes sociais mostram o momento em que sua imagem apareceu no telão durante o hino nacional americano, quando foram ouvidas fortes vaias ecoando pelo estádio, forçando a produção a cortar rapidamente a transmissão.

    O mesmo aconteceu na cerimônia de premiação, quando Trump entrou em campo para entregar o troféu ao Chelsea. Apesar de alguns aplausos, as vaias foram tão intensas que a organização aumentou o volume da música para abafá-las.

    Esse não foi o primeiro evento esportivo em que Trump enfrentou resistência. Ele já foi vaiado em um jogo da World Series em 2019 e em uma luta de boxe em 2021. Essa repetição levanta uma questão inevitável: será que a estratégia de usar eventos esportivos para ganhar popularidade está funcionando? Ou, ao contrário, está expondo ainda mais a polarização que cerca sua figura?

    Por um lado, a presença de Trump em eventos como esse garante manchetes e mantém seu nome em evidência, algo que ele sempre dominou com maestria. O USA Today observou que, mesmo sob vaias, Trump permaneceu ativo, entregando o troféu ao Chelsea e posando para fotos com os jogadores, demonstrando resiliência.

    Ele até aproveitou para homenagear Pelé, chamando-o de “o maior de todos os tempos” em uma entrevista à DAZN, segundo a EconoTimes.

    Esse tipo de gesto pode ressoar com fãs de esportes e reforçar sua imagem como alguém próximo do povo. Por outro lado, as vaias revelam um desafio maior. O público dos estádios, especialmente em eventos internacionais como o Club World Cup, é diversificado e nem sempre alinhado com a base de apoio de Trump.

    A presença de torcedores ingleses e franceses pode ter amplificado as reações negativas, já que a final envolveu clubes de seus países. Além disso, a data do evento coincidiu com o primeiro aniversário de uma tentativa de assassinato contra Trump, o que, segundo a NBC New York, adicionou um peso simbólico à sua aparição.

    A polarização, no entanto, não é apenas uma questão de público estrangeiro. A Axios destacou que, mesmo entre os americanos presentes, as reações foram mistas, com aplausos e vaias se misturando. Isso reflete o que as pesquisas de opinião já mostram há anos: Trump é uma figura que inspira amor e ódio em medidas quase iguais.

    Sua tentativa de usar eventos esportivos para ampliar sua popularidade pode, paradoxalmente, reforçar tanto sua base quanto seus críticos. No fim das contas, o episódio no MetLife Stadium é um lembrete de que a popularidade nos estádios não é garantida, mesmo para uma figura tão midiática quanto Trump.

    Ele pode continuar aparecendo, posando e entregando troféus, mas as vaias mostram que a conquista da multidão exige mais do que apenas presença. Talvez, como disse um torcedor citado pelo The Spun, Trump transforme o vídeo das vaias em uma narrativa de “maior público da história”. Mas, por enquanto, o eco das vaias fala mais alto.

    Como anda a popularidade do presidente dos EUA

    A popularidade de Donald Trump, conforme as pesquisas mais recentes nos Estados Unidos, mostra um cenário de polarização contínua, com índices de aprovação oscilando, mas geralmente permanecendo em território negativo.

    Segundo o Nate Silver’s Silver Bulletin, a média de aprovação de Trump está em 44,7%, com 51,4% de desaprovação, resultando em um saldo líquido de -6,7 pontos.

    Não houve mudanças significativas na última semana, indicando estabilidade relativa, mas com desaprovação predominante.

    Uma pesquisa da YouGov/Economist, realizada entre 6 e 9 de julho, reportou um índice de aprovação de 44% e desaprovação de 52%, com um saldo líquido de -11 pontos, consistente com a semana anterior.

    A Reuters destacou, em 8 de julho, que a aprovação de Trump é menor que a de Elon Musk, sugerindo que ele enfrenta desafios de popularidade em comparação com outras figuras públicas.

    As pesquisas indicam que a aprovação de Trump tem sido impactada por decisões polêmicas, como ataques aéreos contra o Irã e a mobilização da Guarda Nacional para conter protestos anti-ICE em Los Angeles.

    Uma pesquisa da CNN/SSRS mencionada pelo The New York Times mostrou que a maioria dos americanos desaprova os ataques ao Irã, com 84% preocupados com uma possível escalada do conflito, o que contribuiu para uma queda na aprovação.

    A Gallup reportou que, em sua pesquisa sobre imigração, apenas 35% aprovam a forma como Trump lida com o tema, enquanto 62% desaprovam, marcando o pior índice de aprovação na imigração em seu segundo mandato.

    A Quantus Insights, uma pesquisa com viés republicano, indicou em 3 de julho que, apesar de Trump ser o segundo presidente mais popular do século 21 em termos de favorabilidade histórica (atrás de Barack Obama), sua aprovação diária permanece submersa, com um saldo líquido de -2 pontos.

    Desde o início de seu segundo mandato, a aprovação de Trump começou relativamente alta (próxima de 50%), mas caiu ao longo dos meses, especialmente após anúncios de tarifas e políticas de imigração. Em abril, sua aprovação atingiu mínimos históricos, com algumas pesquisas reportando 39% de aprovação e 55% de desaprovação, segundo a Ipsos/Washington Post.

    Recentemente, houve uma leve recuperação em algumas pesquisas. Por exemplo, a Navigator Research e a Morning Consult indicaram um aumento de 43% para 45% e 45% para 47%, respectivamente, entre maio e junho, mas esses números ainda refletem uma maioria desaprovadora.

    A polarização partidária é evidente: enquanto 83% dos republicanos aprovam Trump, 93% dos democratas e 60% dos independentes desaprovam, segundo a ABC News/Washington Post/Ipsos.

    Trump tem a aprovação mais baixa para um presidente em seus primeiros 100 dias desde 1945, com 39% em abril de 2025, segundo a ABC News/Washington Post/Ipsos, superando apenas sua própria marca de 42% em 2017.

    Comparado a outros presidentes, sua aprovação atual é significativamente menor que a de Barack Obama (65%) ou George W. Bush (62%) no mesmo período de seus mandatos.

    A popularidade de Trump nos últimos dias reflete um momento de estagnação, com índices de aprovação girando em torno de 44-47% e desaprovação entre 51-55%, dependendo da pesquisa.

    Suas políticas de imigração, tarifas e ações militares recentes têm gerado reações negativas, especialmente entre independentes e democratas, enquanto sua base republicana permanece majoritariamente favorável.

    A polarização continua a moldar as percepções públicas, com eventos como os do MetLife Stadium (onde foi vaiado) reforçando a divisão em sua imagem pública.



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