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Tarifaço de Trump deixou famílias dos EUA com custos extras de US$ 1 mil, com absorção de 90% dos custos

    Cálculo reflete repasse de custos de importações, onde as tarifas elevaram o preço médio efetivo para 9,9%, o mais alto desde 1946

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    Donald Trump
    Donald Trump durante reunião no Cabinet Room – White House – Washington, D.C. 21.10.2019 Imagem reprodução de vídeo C-SPAN
    RESUMO
    URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO


    Washington, D.C. (US) · 13 de fevereiro de 2026

    Um ano após a implementação das amplas tarifas impostas pelo presidente Donald Trump em 2025, relatórios independentes do Federal Reserve e do Congressional Budget Office pintam um quadro alarmante: os consumidores e empresas americanas estão arcando com a esmagadora maioria dos custos, em um golpe que eleva despesas familiares e pressiona a economia nacional.

    De acordo com análises consolidadas, as tarifas – apelidadas de “tarifaço” por críticos – geraram um aumento médio de US$ 1.000 por família em 2025, conforme estimado pelo Tax Foundation, que destaca esse valor como um imposto efetivo sobre os lares americanos.

    Esse cálculo reflete o repasse de custos de importações, onde as tarifas elevaram o preço médio efetivo para 9,9%, o mais alto desde 1946.

    O Federal Reserve Bank of New York, em estudo divulgado em 20 de novembro de 2025, revela que importadores americanos pagaram 86% dos custos tarifários até novembro, com firmas e consumidores suportando o fardo principal.

    As empresas e os consumidores dos EUA continuarão a suportar a maior parte do fardo econômico das altas tarifas impostas em 2025”, afirmou Mary Amiti, chefe de mercados de trabalho e produtos no grupo de pesquisa do New York Fed.

    Complementando essa visão, o Congressional Budget Office (CBO) estima que estrangeiros absorveram apenas 5% dos custos, deixando 95% para os EUA – dos quais 70% foram repassados diretamente aos consumidores via preços mais altos.

    Em relatório de 4 de junho de 2025, o CBO projeta que as tarifas reduzirão o déficit orçamentário em US$ 3 trilhões até 2035, mas ao preço de uma contração econômica: o PIB real cairá 0,6% em uma década, com inflação anual média 0,4 pontos percentuais maior em 2025 e 2026.

    Pesquisas adicionais do St. Louis Fed, publicadas em 16 de outubro de 2025, indicam que as tarifas explicam cerca de 0,5 pontos percentuais da inflação anualizada do PCE headline entre junho e agosto de 2025.

    Já o Budget Lab at Yale, em análise de 26 de setembro de 2025, calcula um aumento de 1,7% nos preços ao consumidor no curto prazo, equivalendo a uma perda de US$ 2.400 por domicílio médio – valor exclusivo dessa instituição, que enfatiza o impacto regressivo sobre famílias de baixa renda, com perdas de US$ 1.350 pré-substituição.

    No Penn Wharton Budget Model, de 10 de abril de 2025, as projeções foram além, com argumentos de que as tarifas podem reduzir o PIB de longo prazo em 6% e salários em 5%, com uma perda vitalícia de US$ 22 mil para famílias de renda média.

    A curto prazo, é provável que consumidores e empresas compartilhem o ônus, mas com o passar do tempo, uma parcela maior recairá sobre os consumidores“, nota o modelo.

    Esses impactos ecoam em setores como manufatura e varejo, com o Council on Foreign Relations alertando, em 17 de dezembro de 2025, para tarifas médias de 16%, as mais altas desde 1935, influenciando até a política monetária do Fed.

    Raphael Bostic, presidente do Atlanta Fed, observou em 12 de novembro de 2025 que 40% do crescimento de custos unitários projetados para 2025-2026 viria de tarifas.

    Apesar dos benefícios fiscais, como a arrecadação de US$ 132 bilhões em receitas tarifárias líquidas em 2025 pelo Tax Foundation, o consenso entre essas instituições é de que as tarifas atuam como uma barreira comercial que contrai importações e exportações, alinhando-se à simetria de Lerner.

    Um relatório recente do New York Fed, publicado nesta quinta-feira (12/fev), reforça que americanos absorveram 90% dos custos tarifários, com detalhes sobre inflação persistente a serem explorados em futuras análises.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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