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Trump se vangloria de demitir jornalistas ao anunciar ‘reconfiguração’ da mídia dos Estados Unidos

    Presidente posta imagem em rede social celebrando dispensas na imprensa e acende debate sobre o futuro da informação independente no país

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    Presidente dos
    Presidente dos EUA, Donald Trump, e sua postagem na rede Truth Social
    RESUMO
    URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO


    Brasília (DF) · 14 de março de 2026

    O presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou neste sábado (14/mar) sua ofensiva contra a imprensa tradicional ao publicar em sua rede Truth Social um infográfico intitulado “PRESIDENT TRUMP IS RESHAPING THE MEDIA” — traduzido como “O Presidente Trump está remodelando a mídia”.

    O cartaz lista demissões de jornalistas famosos, cortes de financiamento em emissoras públicas como PBS (serviço público de televisão similar à nossa TV Cultura ou BBC) e saídas em massa em redes de TV, apresentando tudo como vitórias contra o que ele chama de “fake news” (notícias falsas ou distorcidas, termo muito usado por Trump para desqualificar coberturas críticas).

    Truth Social Embed Customizado


    A publicação veio logo após Trump atacar reportagens sobre a guerra em curso entre Estados Unidos, Israel e Irã, chamando de “terrible reporting” (reportagem terrível) e “intentionally misleading” (intencionalmente enganosa) matérias do The New York Times e The Wall Street Journal sobre supostos danos a aviões-tanque americanos, conforme relatos no HuffPost e Yahoo.

    Pouco depois, Brendan Carr, presidente da FCC (Federal Communications Commission), agência federal americana que regula rádio e TV aberta, equivalente a uma Anatel e parte da regulação de conteúdo no Brasil, postou no X (antigo Twitter) uma ameaça direta afirmando que “emissoras que veiculam fraudes e distorções de notícias — também conhecidas como fake news — têm chance de corrigir o rumo antes da renovação das licenças. A lei é clara. Elas devem operar no interesse público, ou perderão as licenças”.

    Twitter Embed Customizado


    A declaração gerou reações fortes. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, ironizou o episódio como “welcome to the golden age of censorship” (bem-vindos à era de ouro da censura), enquanto especialistas em liberdade de expressão alertam para riscos à independência jornalística, segundo o Deadline.

    Brendan Carr é um aliado e defensor de Donald Trump, nomeado para a FCC em 2017, durante o primeiro mandato, e assumiu a presidência da comissão na atual gestão, em 2025. Ele é republicano e tem apoiado consistentemente as posições do presidente dos EUA, especialmente em críticas à mídia “mainstream” (imprensa tradicional), à Big Tech e em pautas conservadoras como a regulação de redes sociais e o combate ao que chamam de “fake news“.

    No contexto recente da guerra com o Irã, Carr tem ameaçado emissoras de TV e rádio com perda de licenças por coberturas que ele e Trump consideram distorcidas ou enganosas, repetindo diretamente postagens do republicano em sua rede Truth Social e elogiando-o por “remodelar o cenário da mídia“.

    Especialistas explicam que a FCC regula apenas emissoras de rádio e TV aberta (não jornais impressos, sites ou TV a cabo como CNN e Fox), mas o uso político da agência pode criar um efeito inibidor na cobertura crítica — especialmente em tempo de guerra.

    Até agora não há revogação concreta de licenças, mas o episódio reforça tensões entre poder executivo e imprensa livre, pilar da accountability em democracias.

    Brendan Carr reiterou em entrevistas que a administração Trump busca maior competição e accountability na mídia.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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