“Acordamos a realização de uma visita a Washington após minha viagem à Índia e à Coreia do Sul em fevereiro, em data a ser fixada em breve”
Presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva dialogaram por telefone em segunda-feira (26/jan), abordando economia robusta, alívio tarifário, combate ao crime organizado, limitação do Board of Peace a Gaza com participação palestina, reforma da ONU e estabilidade venezuelana. Acordaram reunião em Washington após fevereiro. Mídia EUA, como Reuters, NYT e Politico, veem como reequilíbrio diplomático em tensões hemisféricas, com Lula fortalecendo multilateralismo brasileiro.
Brasília (DF) · 26 de janeiro de 2026
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o mandatário americano Donald Trump realizaram uma conversa telefônica nesta segunda-feira (26/jan), delineando contornos para uma parceria revitalizada entre as duas nações.
A interação, detalhada em postagem no X pelo estadista e líder sul-americano, abarcou espectros amplos da agenda bilateral e internacional, culminando na programação de um encontro presencial em Washington após as viagens de Lula à Índia e à Coreia do Sul em fevereiro.
De acordo com a narrativa oficial divulgada por Lula, os interlocutores trocaram visões sobre indicadores econômicos promissores para ambas as economias, com Trump enfatizando que o vigor econômico de Estados Unidos e Brasil beneficia a região como um todo.
“O presidente Trump afirmou que o crescimento econômico dos Estados Unidos e do Brasil é positivo para a região como um todo”, registrou o brasileiro em sua publicação.
Esse otimismo se estendeu ao reconhecimento do alívio em tarifas impostas a produtos brasileiros, um avanço recente que alivia tensões comerciais persistentes.
A cooperação no combate ao crime organizado emergiu como eixo central, com Lula reiterando proposta enviada ao Departamento de Estado em dezembro para intensificar ações contra lavagem de dinheiro, tráfico de armas e congelamento de ativos criminosos.
A recepção positiva por Trump sinaliza potencial para alianças mais robustas nessa frente, um tema que ressoa particularmente em meio a desafios transnacionais.
No âmbito global, o diálogo tangenciou o controverso Board of Peace, iniciativa americana lançada por Trump em 19 de janeiro.
Lula propôs circunscrever o órgão ao conflito em Gaza, com inclusão de assento para a Palestina, e defendeu uma reforma profunda da Organização das Nações Unidas (ONU), incluindo expansão dos membros permanentes do Conselho de Segurança.
Essa sugestão ecoa críticas prévias de Lula ao projeto, que ele qualificou como tentativa de criar uma “nova ONU” sob controle exclusivo, conforme reportado por Al Jazeera , no sábado (24/jan).
A troca de impressões sobre a Venezuela destacou a ênfase em preservar a estabilidade regional e o bem-estar populacional, um ponto sensível dado intervenções recentes americanas que geraram alarme na América Latina.
O telefonema integra esforços de Lula e líderes como o colombiano Gustavo Petro para forjar coalizões diplomáticas contra potenciais intervenções de Trump, retratando o republicano como um “terremoto político” abalando o hemisfério, reportou o The New York Times.
Veículos americanos como – com forte presença no debate global – destacam a crítica de Lula às ações dos EUA na Venezuela, qualificando-as como “ultrapassando uma linha inaceitável”, enquanto o Americas Quarterly contextualiza o episódio em um panorama de 2026 onde o Brasil sob Lula navega entre multilateralismo e pragmatismo econômico.
Em cobertura paralela, o Politico sublinha o tom amigável da chamada, com Trump projetando otimismo para relações futuras.
Essa interação não apenas reconfigura o tabuleiro hemisférico, mas também projeta sombras sobre eleições iminentes no Brasil, onde Lula busca reeleição em meio a escrutínio sobre sua postura em segurança pública, como explorado pelo Bloomberg.
Analistas observam que o equilíbrio entre assertividade e conciliação pode definir legados presidenciais.

SIGA NAS REDES SOCIAIS

![]()
Compartilhe via botões abaixo:

