O Presidente dos EUA, Donald Trump, durante pronunciamento na noite de quarta-feira (1/abr), quando prometeu acabar com o regime do Irã após destruir o país em poucas semanas – Imagem reprodução White House
Washington (US) · 02 de abril de 2026
Em pronunciamento televisionado nesta quarta-feira (1/abr), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou à população norte-americana um balanço da Operação Epic Fury, campanha militar lançada há um mês pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
O mandatário afirmou que a Marinha iraniana “desapareceu”, que a Força Aérea do país está “em ruínas” e que os líderes do regime “estão agora mortos”.
Segundo o discurso, o comando da Guarda Revolucionária Islâmica sofre “decimação” contínua, enquanto fábricas de armas e lançadores de foguetes são destruídos.
“Nunca na história da guerra um inimigo sofreu perdas tão claras e devastadoras em questão de semanas”, declarou Trump.
O presidente começou o pronunciamento parabenizando a NASA e os astronautas da missão Artemis 2, que viaja além da Lua. Em seguida, agradeceu às tropas pela “tomada” da Venezuela “em questão de minutos”, operação que, segundo ele, abriu caminho para uma “joint venture” na produção e venda de petróleo e gás, as segundas maiores reservas do planeta após as dos Estados Unidos.
Trump reafirmou que a operação visa impedir que o Irã obtenha armas nucleares, citando 47 anos de hostilidade do regime, incluindo ataques a interesses americanos e o apoio a proxies responsáveis por atentados como o de 7 de outubro em Israel.
Ele recordou a eliminação do general Qasem Soleimani e a saída do acordo nuclear de 2015, firmado na gestão de Barack Obama.
“Eu fiz o que nenhum outro presidente estava disposto a fazer”, disse.
Os objetivos centrais, segundo Trump, que é destruir a capacidade naval, aérea e de mísseis do Irã, além de aniquilar sua base industrial de defesa, estão “próximos da conclusão”.
Trump mencionou os 13 militares americanos mortos na operação e afirmou ter visitado duas vezes a Base Aérea de Dover para receber os corpos. “Cada um dos familiares pediu: ‘Por favor, termine o trabalho’”, relatou.
Aliados regionais como Israel, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein receberam agradecimentos.
O presidente dos EUA reconheceu o aumento temporário nos preços da gasolina nos Estados Unidos, atribuído a ataques iranianos a petroleiros, mas lembrou que o país é o maior produtor mundial de óleo e gás, inclusive com contribuição venezuelana, tornando-o independente do Estreito de Ormuz.
“Os países que recebem petróleo por esse estreito devem protegê-lo”, sugeriu Trump, oferecendo petróleo americano como alternativa.
Ele projetou que, ao final do conflito, os preços voltarão a cair rapidamente. O mandatário também citou os cortes de impostos recentes como fator de fortalecimento da economia norte-americana.
Embora a troca de regime não fosse objetivo declarado, Trump observou que a morte da maioria dos líderes originais criou um grupo “menos radical”.
Caso não haja acordo, os Estados Unidos planejam atacar usinas elétricas e, se necessário, instalações petrolíferas.
“Temos todas as cartas. Eles não têm nenhuma”, afirmou.
O pronunciamento ocorreu em meio a questionamentos sobre a duração da operação e seus custos humanos e econômicos.
Fontes como a Associated Press e The Guardian registram que o conflito já provocou impactos globais, incluindo volatilidade nos mercados de energia.
PBS News/YouTube 1/mar/2026 (5)
