Presidente afirma que objetivos militares foram atingidos contra o regime iraniano e declara que os Estados Unidos não precisarão mais policiar a rota vital de petróleo, deixando a guarda para nações que mais dependem dela
Brasília (DF) · 20 de março de 2026
Donald Trump publicou na Truth Social, sexta-feira (20 de março), que os Estados Unidos estão “muito perto de atingir nossos objetivos” na operação militar contra o regime do Irã e consideram “reduzir” (winding down) os esforços.
O texto destaca avanços como a degradação de capacidades navais e aéreas iranianas, neutralização de ameaças ao tráfego marítimo e proteção de aliados regionais.
Sobre o Estreito de Ormuz, rota essencial para 20% do petróleo mundial, o presidente afirmou: “O Estreito de Hormuz terá de ser vigiado e patrulhado, conforme necessário, por outras nações que o utilizam — Os Estados Unidos não o farão!”.
Ele enfatizou que os EUA ajudarão “se solicitados”, mas que “não deveria ser necessário”, descrevendo a operação como “uma operação militar fácil” para os países envolvidos.
China, França e Japão foram explicitamente mencionados como nações que mais dependem da passagem (com a China importando cerca de 90% e o Japão 95% de seu petróleo por ali), em continuidade a postagens anteriores em que Trump convocou uma coalizão incluindo esses países, Coreia do Sul e Reino Unido.
A BBC destacou o contraste: enquanto os EUA intensificam ataques aéreos para reabrir o estreito, o presidente sinaliza retirada gradual, transferindo o ônus para quem mais se beneficia do fluxo energético.
O The New York Times e o The Guardian confirmam que a postagem veio horas após Trump dizer a repórteres que não busca cessar-fogo imediato, pois os EUA estariam “aniquilando o outro lado”.
A abordagem reforça a lógica de divisão de responsabilidades internacionais: os Estados Unidos, com baixa dependência da rota graças à produção interna, priorizam que China, Europa e Japão assumam o policiamento, promovendo uma cooperação mais equilibrada para garantir a segurança energética global e evitar que uma única nação carregue todo o custo.
Nenhum dos países citados emitiu confirmação oficial de participação até o momento, conforme fontes americanas e britânicas.
Fontes dos EUA, como BBC, TNYT e WSJ, não registram respostas públicas de China, França ou Japão até agora.

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