Terrivelmente evangélica, Michelle apela a Pai de Santo de Anitta em ato pró-anistia para beneficiar marido Jair
A atuação da ex-primeira-dama na religião é considerada instrumento político, usado para engajar seguidores, promover valores conservadores e manter viva a narrativa de uma “missão divina” associada ao bolsonarismo – SAIBA MAIS
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Brasília, 7 de abril de 2025
Entre os presentes na Avenida Paulista pedindo anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro, no domingo (6/abr), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, conhecida por ser “terrivelmente evangélica”, destacou a participação de Silas Malafaia, como era de se esperar.
Michelle é membro da Igreja Batista Atitude, no Rio de Janeiro, onde participava do Ministério de Surdos e Mudos como intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais), uma atividade que reflete sua dedicação a causas sociais ligadas à inclusão.
Sua trajetória religiosa, no entanto, começou antes, na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, liderada pelo pastor Silas Malafaia, que celebrou seu casamento religioso com Jair Bolsonaro em 2013.
Essa conexão com líderes evangélicos de peso, como Malafaia, mostra como ela sempre esteve inserida em círculos influentes do segmento pentecostal.
A atuação de Michelle Bolsonaro na religião é uma combinação de prática pessoal — enraizada em sua vivência evangélica — e instrumento político, usado para engajar seguidores, promover valores conservadores e manter viva a narrativa de uma “missão divina” associada ao bolsonarismo.
Mas a terrivelmente evangélica Michelle resolveu apelar aos seguidores de Jair levando também para o picadeiro bolsonarista o pai de santo Sérgio Pina, conhecido por ser a liderança religiosa do terreiro da cantora Anitta.
“…e, aqui também, o representante da religião de matriz africana, Sérgio Pina. Todos juntos em prol da liberdade da nossa ação. Homens e mulheres de bem lutando pelo nosso Brasil“, disse Michelle, dando a mão para o Pai de Santo.
A influência das religiões de matriz africana no Brasil é muito ampla, estando enraizada na cultura e na história do País, ainda que marcada por resistência e luta contra o preconceito.
Conforme mostrou o jornal carioca Extra, pertencente ao grupo Globo, Sérgio Pina é a liderança religiosa de um terreiro localizado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, região do Rio que mais concentra templos de religiões de matriz africana no estado.
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Ele atuou no clipe de Aceita, música de Anitta, em que a cantora abordou no clipe imagens de rituais de candomblé, religião dela, como forma de discutir a intolerância religiosa.
Pai de santo de Anitta, Sérgio Pina atuou no clipe da cantora “Aceita” — Foto: Reprodução/Youtube
Contudo, apesar das tentativas em Copacabana e mais recentemente na Paulista, pesquisa realizada pela Quaest mostra que a maioria dos brasileiros é contra a proposta de anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.
Para 56% dos entrevistados, os presos devem continuar na cadeia, enquanto 34% defendem que o grupo seja solto. Ou porque a prisão nem deveria ter ocorrido ou porque já está preso há tempo demais. Os demais (10%) não sabiam ou não responderam.
Sobre Bolsonaro, resta saber se a fé o livrará da prisão ou se a Justiça livrará os brasileiros dessa figura polêmica na política nacional.
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