Ministro que previu a prisão de Braga Netto também prevê que o governador terá problemas em 2026, pois não está resolvendo os problemas do Estado – ASSISTA E SAIBA MAIS
Brasília, 01 de outubro 2025
O ministro Paulo Teixeira (PT) projetou um cenário de dificuldades para o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tanto na disputa pelo governo de São Paulo quanto em uma eventual candidatura à Presidência.
Em entrevista ao portal Metrópoles, o titular do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar listou uma série de críticas à gestão estadual e afirmou que, pela primeira vez, a esquerda tem condições de vencer no estado.
Segundo o ministro, a crise em São Paulo “não é pequena“. Ele citou a privatização da Sabesp – companhia de saneamento do estado – como um dos pontos negativos, afirmando que a medida resultou em falta de água em “muitos lugares” e que “a conta d’água explodiu“.
Na área de segurança, Paulo Teixeira fez um cenário alarmista: “ninguém anda hoje de celular na rua. As pessoas tiram o anel, tiram aliança para andar nas ruas, né? O crime organizado está muito forte em São Paulo”.
Para ele, o governador passou a imagem de quem “não está cuidando dos temas de São Paulo“.
Tarcísio e a sombra de Bolsonaro
A análise do ministro petista atribui a origem dos problemas à que considera a verdadeira prioridade de Tarcísio. “Porque a prioridade dele é salvar o Bolsonaro”, disparou Teixeira.
Essa ligação entre o governador e o ex-presidente Jair Bolsonaro tem sido um eixo central de ataque da oposição.
A ala bolsonarista do Republicanos pressiona Tarcísio para que seja vice na chapa de Bolsonaro em 2026, um movimento que pode fragilizá-lo politicamente em São Paulo.
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Cenário Eleitoral: Duas Vitórias para a Esquerda?
Ao prognosticar o futuro eleitoral, Paulo Teixeira foi otimista para o campo do PT. Ele afirmou que Tarcísio “vai ter dificuldade na eleição de governador” e “vai ter dificuldade se for candidato a presidente da República“.
No entanto, o ministro vê um cenário positivo nessa eventual disputa nacional: “Se ele for candidato a presidente da República, melhor será. Porque… eu acho que serão duas vitórias: Será uma vitória da reeleição do presidente Lula, e nós podemos mudar o governo de Estado”.
A declaração do ministro reforça a tese de que o PT e aliados enxergam a insatisfação com a gestão Tarcísio como uma janela de oportunidade para reconquistar o maior colégio eleitoral do país, após anos de domínio tucano e a atual gestão de direita.
A aposta é que o foco nacional de Tarcísio deixaria o estado vulnerável, permitindo uma vitória da esquerda local enquanto Lula se reelege no plano nacional.
A afirmação ocorre em um momento de reconfiguração das alianças nacionais, com destaque para a “fraqueza eleitoral” de Tarcísio.







