Segunda Turma referenda decisão de Mendonça e mantém banqueiro na Penitenciária Federal de Brasília após julgamento virtual rápido
Brasília (DF) · 13 de março de 2026
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, em regime fechado na Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima.
A votação, realizada no plenário virtual da Segunda Turma, durou cerca de 50 minutos e confirmou a decisão monocrática do relator, ministro André Mendonça.André Mendonça, que assumiu a relatoria do caso Master e autorizou a prisão em quarta-feira (4/mar) durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, votou pela manutenção da medida.
Ele foi acompanhado pelos ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. O placar parcial de 3 a 0 assegura a continuidade da detenção.
A defesa de Vorcaro argumentou contra a permanência em regime de segurança máxima, mas o colegiado referendou os fundamentos da prisão: risco concreto à ordem pública, às investigações e à instrução processual, além da influência do investigado sobre atores do poder público e privado.
A Polícia Federal destacou mensagens extraídas do celular do banqueiro que indicavam tentativas de obstrução e articulação para interferir no processo.
O julgamento ocorreu sem a participação de Dias Toffoli, que se declarou suspeito na quarta-feira (11/mar), reduzindo a Segunda Turma a quatro ministros.
Essa ausência chegou a gerar expectativa de empate (favorável ao réu) entre aliados do banqueiro, mas o voto de Kassio Nunes Marques consolidou a maioria favorável à manutenção da prisão.
Vorcaro foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília em 6 de março, onde permanece isolado em cela individual durante período de adaptação.
Em decisão complementar, André Mendonça autorizou visitas da defesa sem agendamento prévio e sem gravação de áudio ou vídeo, atendendo a pedido da defesa para preservar a confidencialidade da comunicação com os advogados.
A Operação Compliance Zero investiga fraudes bilionárias no Banco Master, liquidado pelo Banco Central, além de suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, ameaça e invasão de dispositivos.
A prisão ocorreu após indícios de que Vorcaro coordenava núcleo para monitorar e intimidar adversários.Não há atualizações posteriores ao julgamento virtual até o momento.
Caso surjam novos votos ou desdobramentos, detalhes serão publicados em breve.

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