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STF condena Zambelli a 10 anos de prisão em regime fechado, perda do mandato e pagamento de R$ 2 milhões

    STF condena Zambelli a 10 anos de prisão em regime fechado, perda do mandato e pagamento de R$ 2 milhões


    A deputada federal CARLA ZAMBELLI durante live em suas redes sociais – imagem reprodução


    Maioria dos ministros da Primeira Turma foi favorável à penalização da deputada e de Walter Delgatti por Invasão ao sistema do CNJ – julgamento virtual segue até 16 de maio e decisão pode encerrar a carreira da bolsonarista – SAIBA MAIS

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    Brasília, 09 de maio de 2025

    A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta sexta-feira (9/5), para condenar a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) a 10 anos de prisão em regime fechado, além da perda de seu mandato parlamentar, pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em janeiro de 2023.

    A decisão, tomada em sessão virtual, segue o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, e envolve também a condenação do hacker Walter Delgatti a 8 anos e 3 meses de prisão.

    O julgamento segue ainda até 16 de maio, faltando votar os ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia. Alexandre de Moraes, relator do caso, votou pela condenação, sendo seguido pelos ministros Flavio Dino e Cristiano Zanin.

    Zambelli é acusada de orquestrar um ataque cibernético com “objetivos antirrepublicanos”, segundo Moraes.

    Contexto e Acusações

    A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta Zambelli como a autora intelectual do esquema, que teve como objetivo inserir documentos falsos no sistema do CNJ, incluindo um mandado de prisão falso contra o próprio Alexandre de Moraes.

    As invasões, executadas por Delgatti, conhecido como o “hacker da Lava Jato”, ocorreram entre 4 e 6 de janeiro de 2023, período próximo aos atos golpistas de 8 de janeiro.

    A PGR destaca que Zambelli prometeu benefícios, como um emprego formal, ao hacker, reforçando seu “papel central” na trama.

    O ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, associou o ataque ao CNJ aos eventos de 8 de janeiro, afirmando que “a gravidade das imputações demonstra um contexto de ataque às instituições do Estado”.

    A decisão também prevê que Zambelli e Delgatti paguem, juntos, uma indenização de R$ 2 milhões por danos morais coletivos, valor a ser dividido entre os réus.

    Reações e Defesa

    Zambelli reagiu à votação, criticando o STF e alegando ser vítima de “perseguição política”. Em nota, a deputada expressou “inconformismo” com o voto de Moraes, que, segundo ela, carece de provas concretas além do depoimento de Delgatti.

    A defesa, liderada pelo advogado Daniel Bialski, argumenta que “o único elo entre Zambelli e a invasão é a palavra do hacker”, pedindo sua absolvição.

    Apesar disso, relatórios da Polícia Federal confirmaram a presença de documentos apreendidos com a deputada que correspondem aos arquivos falsos inseridos no sistema, reforçando a acusação.

    Outros Processos e Impactos Políticos

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    Além do caso CNJ, Zambelli enfrenta outro processo no STF, relacionado a um episódio em 2022, quando perseguiu o jornalista Luan Araújo com uma arma de fogo em São Paulo, às vésperas do segundo turno das eleições.

    Nesse julgamento, já há maioria de 5 votos para condená-la a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto, com multa de R$ 2,5 milhões.

    A combinação dessas condenações pode inviabilizar a continuidade de sua carreira política, com analistas apontando que “o STF está suprindo a deficiência da Câmara, que não cassou seu mandato anteriormente.

    Detalhes do Julgamento

    O julgamento ocorre no plenário virtual, sem debates presenciais, com os ministros depositando seus votos até a próxima sexta-feira (16/mai).

    A perda do mandato, se confirmada, será declarada pela Mesa Diretora da Câmara somente após o trânsito em julgado, quando não houver mais recursos possíveis.

    A PGR classificou as ações de Zambelli como “ataques coordenados e seletivos” para desmoralizar o Judiciário.

    Fragilizada, a defesa não conseguiu adiar o julgamento para o plenário físico.

    As invasões incluíram 16 documentos falsos, como ordens de soltura e bloqueios de bens, ampliando a gravidade do caso.

    A condenação de Carla Zambelli, se confirmada, representa um marco no combate a ataques cibernéticos contra instituições democráticas.

    A decisão reforça a atuação do STF em casos de ações antidemocráticas, especialmente após os eventos de 8 de janeiro, e pode sinalizar o declínio político de uma das figuras mais proeminentes do bolsonarismo.

    O desfecho do julgamento, na próxima semana, será decisivo para o futuro da deputada e para o fortalecimento da segurança cibernética no Judiciário.

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