O estrategista político de Trump via o pontífice como obstáculo ao populismo e trocou cartas sobre o tema com o financista e criminoso sexual
Brasília (DF) · 15 de fevereiro de 2026
Documentos recém-divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos expõem uma aliança inesperada entre o estrategista político Steve Bannon e o financiador condenado por crimes sexuais Jeffrey Epstein, com o objetivo de minar a autoridade do falecido papa Francisco.
As mensagens, datadas de junho de 2019, revelam discussões sobre a produção de um documentário crítico ao Vaticano, baseado no livro “In the Closet of the Vatican [No armário do Vaticano: Poder, hipocrisia e homossexualidade]” do jornalista francês Frédéric Martel, que Bannon via como ferramenta para “derrubar Franciosco”, conforme relatado pela CNN.
Os arquivos, liberados em 31 de janeiro sob a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, mostram Bannon cortejando Epstein para apoiar sua visão populista global, enxergando o pontífice como obstáculo devido às críticas de Francisco ao nacionalismo e à defesa de migrantes.
Em uma troca, Bannon escreveu: “Vão derrubar Francisco. Os Clintons, Xi, Francisco, a UE — vamos lá, irmão., destacando alvos como o ex-presidente chinês Xi Jinping e a União Europeia.
A Religion News Service enfatiza que Epstein foi proposto como produtor executivo do filme, que nunca se materializou, mas ilustra como o Vaticano era visto como ponto de pressão geopolítica na rede de Epstein.
Exclusivo da Newser, as comunicações retratam Bannon buscando alianças para contrapor as reformas progressistas de Francisco, incluindo diálogos com conservadores católicos como o cardeal Raymond Burke.
Já a CNN detalha que, dias antes da prisão de Epstein em julho de 2019, os dois cancelaram um café da manhã em Nova York, onde planejavam aprofundar estratégias.
A The Letters from Leo revela conexões adicionais com figuras como um padre destituído e provocadores financiados por criptomoedas, ampliando a campanha anti-Francisco.
Essas revelações surgem em meio a mais de 3 milhões de páginas divulgadas, pressionadas pelo Congresso dos EUA após resistências iniciais da administração Trump.
A CNN nota que Bannon, ex-conselheiro da Casa Branca, manteve contato próximo com Epstein mesmo após sua saída do governo, contrastando com críticas públicas de Bannon ao manejo dos arquivos durante o mandato de Trump.
Nota de atualização: Relatos recentes da Baptist News Global, publicados neste sábado (14/fev), sugerem investigações adicionais sobre laços com conservadores católicos; detalhes serão acompanhados em breve.

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