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Silas Malafaia é alvo da PF na noite de quarta (20): buscas, apreensões e proibições no Aeroporto do Galeão

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    Silas Malafaia
    Silas Malafaia


    Pastor bolsonarista enfrenta operação policial por suspeita de obstrução de justiça em inquérito sobre tentativa de golpe, com celulares confiscados e restrições – SAIBA TUDO O QUE ACONTECEU



    Brasília, 20 de agosto de 2025

    Na noite desta quarta-feira (20/ago), o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo e aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, logo após desembarcar de um voo vindo de Lisboa.

    A ação, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, incluiu busca pessoal, apreensão de celulares e imposição de medidas cautelares, como a proibição de deixar o país e de manter contato com outros investigados, incluindo Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro.

    Malafaia foi conduzido às dependências do aeroporto para prestar depoimento à PF. Ele foi incluído em um inquérito, sob relatoria de Alexandre de Moraes, que investiga supostas ações contra o STF, autoridades públicas, agentes governamentais e tentativas de obter sanções internacionais contra o Brasil, como a aplicação da Lei Magnitsky dos EUA.

    A operação desta quarta-feira está vinculada à PET nº 14129, que apura crimes como coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

    A Procuradoria-Geral da República (PGR), por meio do procurador-geral Paulo Gonet, manifestou-se favoravelmente às medidas contra Malafaia, apontando diálogos e publicações que o colocam como “orientador e auxiliar” de ações de Jair e Eduardo Bolsonaro para interferir no processo da tentativa de golpe de Estado de 2022, no qual Bolsonaro é réu.

    O pastor é acusado de organizar um ato em apoio a Bolsonaro na Avenida Paulista, em 3 de agosto de 2025, chamado “Reaja Brasil”, onde o ex-presidente apareceu em vídeo transmitido por redes sociais, descumprindo proibições judiciais.

    Esse evento levou à decretação da prisão domiciliar de Bolsonaro em 4 de agosto. A PF considera que Malafaia agiu de forma dolosa para obstruir o andamento do processo contra Bolsonaro, com indícios de coordenação com outros investigados.

    Ao desembarcar, Malafaia foi abordado por agentes federais que executaram um mandado de busca pessoal e apreenderam seus celulares. A ação foi descrita como parte de uma operação para coletar evidências no inquérito.

    Além da apreensão de aparelhos, o STF determinou a suspensão de seus passaportes, proibindo-o de deixar o Brasil, e a proibição de comunicação com outros investigados, como Jair e Eduardo Bolsonaro. Essas medidas visam evitar novas interferências no processo.

    Malafaia foi levado para uma área reservada no aeroporto, onde presta depoimento à PF.

    Malafaia reagiu com duras críticas ao STF e à PF, chamando Alexandre de Moraes de “ditador da toga” e alegando perseguição política.

    Em vídeo publicado em 14 de agosto, antes da operação, ele já havia questionado a inclusão no inquérito, afirmando que soube pela GloboNews e não por notificação oficial.

    “Por acaso eu tenho acesso a autoridades americanas? Isso é uma afronta para tentar me calar”, disse, negando envolvimento em articulações internacionais e defendendo que suas críticas a Moraes, feitas em mais de 50 vídeos nos últimos quatro anos, são exercício de liberdade de expressão.

    Ele também afirmou não temer a PF ou prisão, prometendo “aumentar a voz” contra o que considera desmandos do STF.

    A operação ocorre em meio a tensões diplomáticas e jurídicas envolvendo a Lei Magnitsky, que sancionou Moraes em 30 de julho de 2025, por decisão do governo Trump, sob acusações de censura.

    O STF, em decisões de Flávio Dino (18 de agosto) e Cristiano Zanin (8 de dezembro), reforçou que sanções estrangeiras não têm validade no Brasil sem homologação judicial, protegendo a soberania nacional.

    Bancos brasileiros, como Banco do Brasil e Itaú, enfrentam pressões para cumprir as sanções americanas, mas o STF sinalizou que pode multá-los se o fizerem, conforme reunião com banqueiros em 8 de dezembro.

    O Projeto de Lei 3831/2025, de Fernanda Melchionna (PSOL-RS), tramita para proibir bancos de aplicarem sanções sem aval do STF ou STJ.

    Impacto e Reações

    A ação contra Malafaia gerou forte repercussão nas redes sociais, onde perfis celebraram a operação como um “grande dia” contra a “extrema-direita bolsofascista”.

    A PF concluiu o inquérito, indiciando Jair e Eduardo Bolsonaro, com Malafaia sob medidas cautelares. O julgamento da tentativa de golpe está marcado para 2 de setembro de 2025.

    A operação desta quarta-feira reforça a intensificação das ações do STF contra aliados de Bolsonaro, enquanto o embate com os EUA pela Lei Magnitsky continua a gerar incertezas no sistema financeiro brasileiro.

    Especialistas, como Vladimir Aras (UnB), sugerem que o governo brasileiro pode criar medidas para proteger bancos de sanções extraterritoriais, mas a tensão diplomática permanece.



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    2 comentários em “Silas Malafaia é alvo da PF na noite de quarta (20): buscas, apreensões e proibições no Aeroporto do Galeão”

    1. REINALDO GONCALVES DA CRUZ

      Governo dos EUA é um opressor, manda no seu país, o BRASIL é dos brasileiros, não aceitamos intrusos interferindo nas nossas decisões

    Os comentários estão fechados.

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