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Show de cantor mexicano termina em destruição do palco após desistência de apologia ao narcotráfico (vídeos)

    O artista Luis R. Conriquez decidiu não mais cantar o gênero “narcocorrido” e por este motivo enfrentou a revolta de seus fãs na cidade de Texcoco – ENTENDA – ASSISTA E SAIBA MAIS

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    Cidade do México, México, 12 de abril de 2025

    Na sexta-feira (11/abr), o cantor mexicano Luis R. Conriquez, uma das maiores estrelas do regional mexicano, protagonizou um episódio polêmico durante sua apresentação no Palenque da Feria del Caballo Texcoco 2025, no Estado do México.

    A decisão do artista de não interpretar narcocorridos e corridos bélicos, gêneros que o consagraram, gerou uma reação violenta do público, que lançou objetos, vaiou o cantor e destruiu instrumentos no palco, forçando a suspensão do show.

    O incidente reflete o impacto de novas regulamentações mexicanas que buscam coibir músicas com apologia ao crime.

    Luis Roberto Conriquez é um nome de peso no cenário da música regional mexicana, especialmente no subgênero dos corridos tumbados e corridos bélicos.

    Narcocorridos são um subgênero dos tradicionais corridos mexicanos, canções narrativas que contam histórias de figuras ligadas ao narcotráfico, poder e violência, muitas vezes com letras explícitas sobre o crime organizado.

    Já os corridos bélicos são uma evolução contemporânea, mesclando ritmos urbanos, como hip-hop e trap, com letras que exaltam um estilo de vida ligado a conflitos, armas e ostentação, atraindo especialmente o público jovem.

    O estilo de Luis R. Conriquez combina essas características, com batidas contagiantes e narrativas que refletem a realidade crua do norte do México, mas também inclui faixas românticas e festivas.

    O incidente em Texcoco

    A confusão no show de Conriquez começou quando o cantor anunciou que não cantaria corridos, atendendo a uma recomendação da Secretaria de Segurança do Estado do México, que, dias antes, emitiu uma circular proibindo a interpretação de músicas que promovam apologia ao crime em eventos públicos nos municípios de Texcoco, Tejupilco e Metepec.

    A medida visa reduzir a influência de conteúdos que glorifiquem a violência entre os jovens, conforme reforçado por iniciativas como o concurso México Canta, apoiado pela presidente Claudia Sheinbaum, que promove letras livres de referências a drogas e crimes.

    O público, que esperava ouvir sucessos como “Malas Rachas” e “Fresas con Crema”, reagiu com vaias e gritos de “corridos, corridos!”. Conriquez tentou seguir com canções românticas, sugerindo que o show poderia ser uma “festa” sem os corridos, mas a situação escalou.

    Garrafas de cerveja, cadeiras e outros objetos foram lançados ao palco, e o cantor, visivelmente frustrado, chegou a dizer: “É o que há, não tem corridos. Como fazemos? Vou pra casa então?” antes de abandonar o local escoltado pela segurança.

    A revolta culminou com fãs invadindo o palco, destruindo instrumentos e equipamentos de som, em cenas registradas em vídeos que viralizaram nas redes sociais.

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    O gerente do artista, Freddy Pérez, emitiu um comunicado destacando que Conriquez apenas seguiu as normas locais, lamentando a “violenta agressão” sofrida pela equipe.

    Horas após o incidente, Conriquez publicou uma história no Instagram com um vídeo dos destrozos, escrevendo: “Assim são as coisas por não cantar corridos, plebada”, mas apagou o post logo depois.

    Dias antes, ele já havia sinalizado sua intenção de mudar de rumo musical, declarando nas redes: “Entramos em uma nova etapa, minha gente. Sem corridos e tudo isso. É ruim não poder cantar o que as pessoas querem ouvir, mas nos somamos à causa de zero corridos e seguimos em frente”.

    Ele também afirmou que seus fãs verdadeiros o apoiariam até cantando bachata [ritmo e dança surgida na República Dominicana], sugerindo uma transição para gêneros menos polêmicos.

    A decisão de Conriquez reflete não apenas as restrições locais, mas também um debate nacional no México sobre o impacto cultural dos narcocorridos.

    Apesar de não haver proibição explícita de corridos em geral, as autoridades têm intensificado esforços para limitar conteúdos que possam normalizar a violência, especialmente em áreas marcadas por conflitos com o crime organizado.

    Impacto e continuidade da feira

    O prefeito de Texcoco, Nazario Gutiérrez, confirmou que a Feria del Caballo 2025, que já atraiu mais de 250 mil visitantes, seguirá normalmente, com outros artistas como Alejandro Fernández e Christian Nodal na programação.

    Ele reforçou que o exorto contra apologia ao crime se aplica a todos os performers, mas não houve feridos graves no incidente, e o local foi evacuado com segurança.

    O caso de Luis R. Conriquez levanta questões sobre a tensão entre liberdade artística, expectativas do público e políticas públicas no México.

    Enquanto o cantor busca reinventar sua carreira, o episódio de Texcoco evidencia o desafio de equilibrar a cultura popular com esforços para conter narrativas que exaltem o crime.

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