Segundo o político, diplomata e jornalista Francisco Santos, Rodríguez é parte da estratégia de Washington para a transição política em Caracas tendo papel essencial para a relação com gigantes do petróleo após sequestro do líder chavista

Bogotá (Colômbia) · 04 de janeiro de 2026
O sequestro de Nicolás Maduro na madrugada de sábado (03/jan), sem dúvida alguma foi o resultado de uma operação militar com precisão cirúrgica. Mas um fato novo está sendo discutido, sobre uma possível negociação interna de alto escalão.
Enquanto a televisão estatal de Venezuela exibia imagens de sua vice-presidenta Delcy Rodríguez denunciando uma “agressão brutal contra o povo”, os bastidores viam alí uma história de pragmatismo e entrega.
O ex-vice-presidente da Colômbia, Francisco Santos, afirmou categoricamente que o ex-líder venezuelano não foi apenas capturado, mas sim entregue pelo seu próprio círculo íntimo.
“Estou absolutamente seguro que Delcy o entregou”, declarou Francisco Santos, enfatizando que a atual vice-presidente já atua como a peça-chave na transição orquestrada por Washington.
Segundo o diplomata, a narrativa de resistência seria apenas um verniz para garantir a sobrevivência de um “chavismo reciclado” sob nova liderança.
Francisco Santos Calderón, conhecido como Pacho Santos, é um influente jornalista e político colombiano que serviu como Vice-Presidente da Colômbia entre 2002 e 2010, durante o governo de Álvaro Uribe.
Membro da proeminente família Santos (proprietária histórica do jornal El Tiempo), sua trajetória foi marcada pelo sequestro que sofreu em 1990 pelas mãos do Cartel de Medellín, o que o levou a fundar a Fundação País Libre para combater o crime e defender os direitos humanos.
Além de sua atuação política, exerceu cargos diplomáticos de relevo, como o de Embaixador da Colômbia nos Estados Unidos entre 2018 e 2020.
O Papel de Washington e a Estratégia de Trump
O presidente Donald Trump, em conferência de imprensa, revelou que o Secretário de Estado, Marco Rubio, manteve diálogos extensos com Delcy Rodríguez.
Segundo Donald Trump, a vice-presidente teria demonstrado total disposição para colaborar com as necessidades dos Estados Unidos para a reconstrução do país.
“Ela estava disposta a fazer o que fosse necessário”, pontuou o presidente norte-americano, acrescentando que ela “foi agraciada, mas não tinha escolha”.
A operação militar, descrita como digna de uma produção cinematográfica, logrou aniquilar o sistema de defesa antiaéreo da Venezuela e neutralizar qualquer tentativa de contrafogo, permitindo que Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, fossem levados ao buque Iwo Jima antes de serem transportados para solo norte-americano, onde enfrentarão a justiça.
O Fator Chevron e o Destino da Oposição
A transição, no entanto, parece ser guiada por interesses econômicos robustos. Francisco Santos aponta a influência de gigantes como a Chevron e a Exxon nos bastidores, sugerindo que a manutenção de Delcy Rodríguez no poder visa assegurar a continuidade e expansão da exploração petrolífera.
“A Chevron não está interessada na democracia, a Chevron está interessada no negócio”, disparou o ex-embaixador em entrevista à NTN24 – canal internacional de notícias 24 horas, com sede em Bogotá, Colômbia, pertencente à RCN Televisión. Santos sugeriu que a estabilidade racional é priorizada em detrimento de uma ruptura democrática imediata.
Neste cenário de “realpolitik”, figuras como María Corina Machado enfrentam um desafio hercúleo. Para não serem deixados à margem da nova equação de poder, líderes da oposição precisarão realizar uma ofensiva diplomática em Washington e na Flórida, buscando apoio de nomes como Rick Scott e María Elvira Salazar.
O objetivo é evitar que a transição se arraste por anos sob o comando de Delcy Rodríguez, garantindo a realização de eleições livres em um curto prazo.
A queda do regime, após 12 anos e 8 meses de poder, abre um vácuo onde o destino da Venezuela será decidido entre a continuidade de um sistema sob nova roupagem ou a efetiva restauração democrática.
Como descreveu Francisco Santos, o futuro imediato depende de como a oposição venezuelana conseguirá manobrar as complexas engrenagens do governo Trump.
Essa transição terá a mesma complexidade de um tabuleiro de xadrez onde o rei foi removido para proteger o restante das peças e garantir que o tabuleiro continue gerando lucro para os espectadores.

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Esse sujeito, Francisco Santos, es um infeliz a mais, que quer aparecer como grande conhecedor das imbecilidades do Trump, é um asqueroso dono de jornal empresarial, só isso.
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