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Tomem as Instituições!’: Trump incita “revolução” no Irã e diz que “ajuda americana está a Caminho”

    Manifestações sacodem Teerã com mortes e repressão, enquanto mensagem do presidente dos EUA pode mudar curso dos protestos no país persa e provocar crise internacional inédita

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    Multidão de
    Multidão de manifestantes em Teerã durante os protestos antigovernamentais de 2026 no Irã, com cartazes contra o regime. Foto postada no The Guardian

    RESUMO

    Donald Trump postou no Truth Social exortando manifestantes iranianos a intensificarem protestos e tomarem instituições, cancelando reuniões com Teerã até cessar a repressão. Protestos, impulsionados por crise econômica, causaram centenas de mortes. EUA veem chance de mudança; Irã acusa complô externo de Washington e Tel Aviv. Tensões escalam com ameaças de tarifas e strikes.


    Brasília (DF) · 13 de janeiro de 2026

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou sua plataforma Truth Social para exortar manifestantes no Irã a escalarem suas ações contra o regime.

    Postada nesta terça-feira (13/jan), sua mensagem surge em meio a uma onda de protestos que assolam o país persa há duas semanas, impulsionados por inflação descontrolada, colapso cambial e descontentamento generalizado com o governo.

    Patriotas iranianos, CONTINUEM PROTESTANDO – OCUPEM SUAS INSTITUIÇÕES!!! Guardem os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um preço alto. Cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que o assassinato sem sentido de manifestantes PARE. A AJUDA ESTÁ A CAMINHO. MIGA!!! PRESIDENTE DONALD J. TRUMP

    Essa proclamação de Trump cancela negociações previamente agendadas com autoridades iranianas, além de insinuar suporte externo aos dissidentes, elevando as tensões em um cenário já volátil.

    Fontes americanas, como o The New York Times, relatam que os protestos, iniciados por queixas econômicas, evoluíram para demandas por mudança de regime, com relatos de pelo menos 500 mortes – número que ativistas elevam para 2.000, conforme apurado pela Associated Press.

    Do lado iraniano, a resposta é de veemente repúdio, enxergando a intervenção verbal de Trump como combustível para um suposto complô orquestrado por Washington e Tel Aviv.

    De acordo com a PressTV, rede estatal iraniana, os distúrbios são rotulados como “riots backed by Mossad“, com usuários de redes sociais condenando a hipocrisia americana ao contrastar o apoio aos manifestantes com incidentes domésticos nos EUA, como a morte de uma mulher por agentes da imigração.

    Autoridades iranianas afirmam que os protestos estão “sob controle total“, com rallies pró-governo em Isfahan e outras cidades demonstrando apoio ao establishment islâmico, enquanto medidas para estabilizar a moeda rial são implementadas.

    Analistas nos EUA, citados pela Fox News, especulam que a postura de Trump reflete uma estratégia de pressão máxima, incluindo ameaças de tarifas de 25% contra parceiros comerciais do Irã e considerações sobre ataques militares limitados.

    A Reuters destaca preocupações internas de que strikes americanos poderiam alimentar propaganda iraniana, fortalecendo o regime em vez de enfraquecê-lo.

    A CNN enfatiza o contexto mais amplo: os protestos, que incluem saques em províncias como Ilam, representam a maior ameaça à estabilidade do Irã desde a Revolução de 1979, com o Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC) em alerta máximo.

    Enquanto Teerã acusa forças externas de fomentar o caos – uma narrativa reforçada pela IRNA, que liga os eventos a “regime change” promovido pelos EUA –, observadores internacionais monitoram se a retórica de Trump precipitará uma escalada diplomática ou militar.

    Em declaração exclusiva à Tasnim News Agency, o ministro da Defesa iraniano advertiu: “Agressores enfrentarão dor severa das ‘surpresas’ do Irã“.

    Essa dinâmica reflete um padrão histórico de atritos entre Washington e Teerã, mas com nuances contemporâneas: a promessa de “ajuda a caminho” de Trump poderia reinterpretar sanções e apoio logístico, potencializando um pivô geopolítico no Oriente Médio.

    À medida que os protestos persistem, o mundo observa se essa exortação catalisará uma transformação ou meramente intensificará o impasse.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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