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Prédio no Rio é desocupado com bombas e tiros em sem tetos, que avisam em vão: “tem criança!” (vídeos)

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    Pessoas encurraladas
    Pessoas encurraladas dentro de prédio a ser desocupado no Rio de Janeiro erguem as mãos pedindo para que a polícia não os agridam e gritando que “tem criança” no local. Depois, foi ouvido uma sequência de ruídos de bombas e tiros. Do lado de fora, policiais lançam bombas de efeito moral e um grupo de mulheres ajuda uma “companheira” que caiu |7.9.2025| Imagem reprodução/X

    Imagens desesperadoras que circulam nas redes sociais foram registradas por militantes do MLB ( Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas) – SAIBA O QUE ACONTECEU



    Brasília, 07 de setembro de 2025

    Neste Dia Nacional da Independência, uma ocupação pacífica promovida pelo Movimento de Luta dos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) em um prédio abandonado na Avenida Venezuela, no Centro do Rio de Janeiro, foi palco de um violento confronto com forças policiais.

    O imóvel, pertencente à Secretaria de Patrimônio da União (SPU), está na lista de destinação para moradia popular, mas também foi escolhido para abrigar o futuro Centro Cultural Rio África, próximo ao Cais do Valongo, sítio histórico reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco desde 2017.

    O embate expôs a tensão entre o direito à moradia e os planos urbanísticos da cidade, com trocas de acusações entre o deputado federal Tarcísio Motta (PSOL), o prefeito Eduardo Paes, e o governador Cláudio Castro.

    O MLB, apoiado por Tarcísio Motta, ocupou o prédio com o objetivo de reivindicar moradia digna para famílias sem-teto.

    Em suas redes sociais, Motta afirmou que a ocupação era “absolutamente pacífica pelo direito à moradia” e criticou a falta de projetos habitacionais na região do Porto.

    Ele destacou que “não há um único projeto de moradia popular na região do Porto que não tenha sido fruto de ocupação“, denunciando a ausência de políticas públicas efetivas para habitação desde 2012.

    O deputado tentou mediar a situação com a polícia, pedindo “15 minutos para que possam sair” e solicitando que as autoridades aguardassem negociações previstas para o dia seguinte com a SPU.

    Apesar disso, vídeos nas redes sociais mostram a ação da Polícia Militar e da Guarda Municipal, com uso de bombas de gás e tiros, gerando correria e pânico entre os ocupantes.

    Por outro lado, o prefeito Eduardo Paes usou as redes sociais para condenar a ocupação, atribuindo-a ao PSOL e ao MLB, que ele chamou de “um tal de movimento social“.

    Paes afirmou que o prédio será usado para o Centro Cultural Rio África, um projeto voltado para a memória da diáspora africana, e acusou o PSOL de promover “hipocrisia e desordem“.

    Ele também criticou o governo federal, liderado pelo presidente Lula, por ser o “maior latifundiário urbano no Rio” e não destinar imóveis para habitação popular.

    Segundo Paes, a desocupação foi determinada em conjunto com o governador Cláudio Castro, com ordens expressas para que a Guarda Municipal e a Polícia Militar atuassem imediatamente.

    A operação de desocupação envolveu o Batalhão de Choque da Polícia Militar, mobilizado a pedido de Paes e Castro.

    A ação foi criticada por movimentos sociais, que alegam que a violência policial desrespeita o direito constitucional à moradia.

    Protestos contra políticas de despejo de Castro destacam a resistência de ocupações populares frente à venda de imóveis públicos.

    Ocupações como essa são frequentemente criminalizadas, apesar de reivindicarem a função social da propriedade, conforme previsto na Constituição.

    O conflito na Avenida Venezuela reacende o debate sobre a crise habitacional no Rio de Janeiro, onde a União detém vastos imóveis abandonados que poderiam ser destinados à moradia popular.

    A ocupação também ocorre em um contexto de tensão política, com o PSOL e o MLB acusando Paes e Castro de priorizarem projetos culturais e turísticos, como o Centro Cultural Rio África, em detrimento de políticas habitacionais inclusivas.

    Enquanto isso, a repressão policial às ocupações levanta preocupações sobre violações de direitos humanos, especialmente diante do uso de força desproporcional.



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